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STJ mantém redução de pena de acusado de matar Lucas Terra

Com a decisão, o pastor, que deve sair da prisão no final deste ano

  • D
  • Da Redação

Publicado em 24 de setembro de 2008 às 10:14

 - Atualizado há 3 anos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o recurso do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e manteve a decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-BA) que diminuía a pena de Sílvio Galiza de 18 para 15 anos de detenção. O julgamento foi realizado hoje (24) pelo ministro Paulo Galoti, em Brasília. Com a decisão, o pastor, que pode sair da prisão no final deste ano beneficiado por programa de redução de pena.

Pai protesta durante em setembro em frente ao fórum

Sílvio Galiza é acusado de, junto com o ex-pastor Joel Miranda e Fernando Aparecido, ter matado e carbonizado o garoto Lucas Terra, de 14 anos, em março de 2001, após terem violentado sexualmente a vítima. O motivo do crime, segundo Galiza, foi Lucas ter presenciado Joel e Fernando mantendo relações sexuais dentro de um templo da Igreja Universal do Reino de Deus.

Protesto realizado em agosto na Pituba

A mãe da vítima, Marion Terra, chegou nesta manhã à cidade de Genebra, na Suíça, onde vai solicitar à Organização das Nações Unidas que interceda no que, segundo ela, é uma proteção da justiça brasileira aos acusados do crime contra seu filho. Carlos Terra, pai de Lucas, se diz 'revoltado e indignado com a decisão'. Ele está na sede do Ministério Público para verificar o que pode ser feito em relação à decisão do STJ.