Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

O detalhe na embalagem que pode denunciar um medicamento falsificado

Especialistas alertam que produtos ilegais podem conter substâncias desconhecidas, causar efeitos imprevisíveis e comprometer tratamentos

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 5 de junho de 2026 às 14:07

ESCALA: Com maior poder de barganha, os supermercados conseguem comprar volumes massivos, o que teoricamente permite repassar valores menores ao consumidor final
O detalhe na embalagem que pode denunciar um medicamento falsificado Crédito: Pexels, Karola G

Quando alguém compra um medicamento, espera receber um produto seguro, eficaz e capaz de ajudar no tratamento de um problema de saúde. Mas especialistas alertam que nem sempre o que está dentro da embalagem corresponde ao que o consumidor acredita estar levando para casa. A falsificação de medicamentos continua sendo um dos maiores desafios para a saúde pública mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), casos de remédios falsificados ou fora dos padrões de qualidade já foram registrados em 137 países.

 Em nações de baixa e média renda, a estimativa é de que um em cada dez medicamentos em circulação apresente algum tipo de irregularidade. O problema vai muito além do prejuízo financeiro. Produtos falsificados podem comprometer tratamentos, agravar doenças e até colocar vidas em risco.

Dipropionato de beclometasona 200mcg - para o tratamento de asma. Imagem meramente ilustrativa por Reprodução

O perigo por trás dos medicamentos ilegais

Os chamados medicamentos ilegais incluem produtos falsificados, adulterados, desviados, roubados, contrabandeados ou comercializados sem autorização dos órgãos reguladores. O maior risco é que o consumidor muitas vezes não percebe que está diante de um produto irregular.

Segundo a diretora de Investigação de Segurança da Pfizer para a América do Sul, Caroline Gabriel, medicamentos fora dos padrões de qualidade podem conter substâncias desconhecidas ou quantidades incorretas dos princípios ativos. "Esses produtos podem provocar reações adversas, efeitos imprevisíveis e até não ter qualquer efeito terapêutico. Em alguns casos, o paciente acredita estar tratando uma doença quando, na prática, está consumindo algo completamente diferente", alerta.

Além disso, a fabricação, o armazenamento e o transporte realizados sem controle sanitário aumentam o risco de contaminação por bactérias, fungos e outras impurezas potencialmente perigosas.

A internet ampliou os riscos

Se antes a comercialização de medicamentos falsificados acontecia principalmente em mercados clandestinos, hoje a internet se tornou uma das principais portas de entrada para esses produtos. Sites desconhecidos, perfis em redes sociais e plataformas digitais passaram a facilitar o acesso dos consumidores a medicamentos vendidos sem qualquer garantia de procedência.

Muitas vezes, os anúncios chamam a atenção por prometer preços muito abaixo dos praticados nas farmácias tradicionais. Mas especialistas fazem um alerta: quando o assunto é medicamento, uma oferta aparentemente vantajosa pode esconder riscos sérios. "O baixo custo pode parecer atrativo, mas o preço real pode ser muito maior quando falamos em tratamentos comprometidos, agravamento da doença e danos à saúde", destaca Caroline Gabriel.

Como identificar possíveis sinais de falsificação

Reconhecer um medicamento falsificado nem sempre é uma tarefa simples. Justamente por isso, os criminosos investem em embalagens cada vez mais parecidas com as originais. Ainda assim, alguns sinais podem levantar suspeitas.

Entre os principais indícios estão:

  • - Erros de ortografia ou gramática na embalagem;
  • - Falhas de impressão;
  • - Ausência de informações obrigatórias;
  • - Dados inconsistentes sobre fabricação ou validade;
  • - Alterações na cor, textura ou aparência do produto;
  • - Preços muito abaixo dos praticados no mercado;
  • - Venda por canais não autorizados.

Especialistas recomendam sempre conferir cuidadosamente a embalagem e desconfiar de ofertas excessivamente vantajosas.

Impacto vai além do paciente

A circulação de medicamentos falsificados afeta não apenas quem os consome, mas também todo o sistema de saúde. Tratamentos ineficazes podem levar ao agravamento de doenças, aumentar a necessidade de consultas médicas, internações hospitalares e gerar custos adicionais para o sistema público e privado. Além disso, a falsificação compromete a confiança da população nos tratamentos disponíveis e dificulta o controle de doenças.

Como se proteger

A principal recomendação dos especialistas é adquirir medicamentos apenas em farmácias regularizadas e canais autorizados. Também é importante evitar compras realizadas por redes sociais, aplicativos de mensagens ou sites que não apresentem informações claras sobre sua origem. Antes de utilizar qualquer medicamento, o consumidor deve verificar a integridade da embalagem, conferir a validade do produto e observar se existem sinais de violação. Em caso de dúvida, a orientação é procurar um farmacêutico ou entrar em contato com o fabricante.