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Paciente recebe primeiro transplante duplo de fígado e rim feito pelo SUS no interior da Bahia

Cirurgia foi conduzida pelo Serviço de Transplante Papa São João Paulo II, do Hospital São Vicente de Paulo, em Vitória da Conquista

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 9 de junho de 2026 às 23:07

Primeiro transplante duplo do interior da Bahia é realizado em Vitória da Conquista
Primeiro transplante duplo do interior da Bahia é realizado em Vitória da Conquista Crédito: Divulgação/ Hospital São Vicente de Paulo

Pela primeira vez, um transplante duplo de fígado e rim foi realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no interior da Bahia. O procedimento aconteceu na última semana, em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, e beneficiou um paciente de 55 anos, que recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (8).

A cirurgia foi conduzida pelo Serviço de Transplante Papa São João Paulo II, do Hospital São Vicente de Paulo. Os órgãos foram captados no Hospital Prado Valadares, em Jequié, e transplantados em um paciente que sofria de cirrose hepática gravemente descompensada associada a uma falência terminal do rim.

Neblina em Vitória da Conquista no início deste ano por Reprodução/TV Bahia

Para a captação dos órgãos, uma equipe formada por três cirurgiões e uma enfermeira se deslocou de avião até Jequié. Após avaliação, o fígado e os rins foram considerados aptos para transplante. A cirurgia durou cerca de seis horas e meia e envolveu cinco cirurgiões, um anestesista, dois instrumentadores e dois enfermeiros.

Para Luiz Fernando Veloso, cirurgião-geral e chefe de serviço e responsável técnico do Serviço de Transplante Papa São João Paulo II, o transplante duplo inédito foi um sucesso e marca um avanço sem precedentes na saúde baiana. “Uma pessoa teve sua vida recomeçada de um modo extraordinário, de um modo impensável para nossa cidade a pouco tempo. Com os transplantes dos dois órgãos, a vida deste paciente tende a retornar ao estado normal restabelecendo a sua vida tanto em quantidade quanto em qualidade”, destacou.

Segundo a equipe médica, o procedimento representa um marco para a saúde baiana e amplia o acesso a transplantes de alta complexidade fora da capital. Atualmente, a Bahia tem 2.267 pessoas na fila por um transplante de rim e 71 aguardando um fígado. Especialistas também reforçam a importância da doação de órgãos, diante do alto índice de recusa familiar registrado no estado.