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Elaine Sanoli
Publicado em 20 de março de 2026 às 05:30
O descredenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios é uma prática comum e legalmente autorizada para empresas que atuam no setor de planos de saúde. No entanto, em casos específicos, o consumidor pode precisar recorrer à Justiça para garantir o direito de continuar sendo atendido em uma instituição onde já possui histórico de acompanhamento ou tratamento médico contínuo. >
De acordo com a advogada e especialista em saúde Marina Basile, caso o paciente já tenha vínculo com a unidade de saúde ou com um médico específico, ele pode reivindicar a continuidade do atendimento, seja por meio de reembolso integral, seja pela possibilidade de ser atendido por um especialista com qualificação equivalente.>
Nos casos de tratamentos contínuos para diferentes doenças, o plano é obrigado a garantir a continuidade da assistência. “Muitas vezes, as pessoas têm doenças que exigem tratamento contínuo e acreditam que o eventual descredenciamento compromete essa segurança. Isso não é verdade. O usuário tem direito de manter seu tratamento contínuo, com todos os custos arcados pelo plano de saúde”, afirma Basile.>
Saúde e bem-estar
De acordo com as regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para o descredenciamento de prestadores da rede, desde 2024, os consumidores devem ser comunicados de forma individualizada sobre as mudanças, com antecedência mínima de 30 dias.>
Nesse contexto, quando há descredenciamento de unidades, o cliente também passa a ter o direito de trocar de plano de saúde sem cumprir novos prazos de carência, de forma imediata. Além disso, é dever da operadora oferecer uma rede substituta equivalente àquela contratada. Segundo Basile, essa equivalência diz respeito ao mesmo nível de complexidade dos serviços e à relevância assistencial da instituição.>
Em caso de descumprimento das normas, o usuário pode recorrer ao Judiciário para garantir seus direitos. “Geralmente, a Justiça tem sido favorável às ações dos consumidores de planos de saúde, porque, infelizmente, as abusividades cometidas pelos planos são recorrentes”, avalia a especialista.>