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Rigidez e dificuldade para realizar tarefas simples: sua dor no ombro pode ser um sinal de diabetes?

Pessoas com diabetes têm maior risco de desenvolver capsulite adesiva, conhecida como “ombro congelado”

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 1 de junho de 2026 às 14:17

Os alongamentos para os ombros ajudam a aumentar a amplitude de movimentos (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock)
[Edicase]Os alongamentos para os ombros ajudam a aumentar a amplitude de movimentos (Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock) Crédito: Imagem: PeopleImages.com – Yuri A | Shutterstock

Conviver com diabetes exige atenção constante à saúde, e nem todos sabem que a doença também pode afetar diretamente os movimentos do corpo. Pessoas com essa condição têm de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver a capsulite adesiva, conhecida como síndrome do ombro congelado, que provoca dor, rigidez e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia, como levantar o braço ou vestir uma camiseta.

A questão ganha destaque neste mês, marcado pelo Dia Nacional do Diabetes (26 de junho), data voltada à conscientização sobre os impactos e complicações associados à doença. A relação entre a diabetes e a síndrome do ombro congelado está ligada às alterações provocadas pelo excesso de glicose no organismo, que pode comprometer estruturas como tendões, ligamentos e a cápsula da articulação do ombro. “Com o passar do tempo, esse processo favorece o enrijecimento da região, causando dor e limitação progressiva dos movimentos”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Eduardo Malavolta.

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Os sintomas da capsulite adesiva costumam surgir de forma gradual e podem piorar com o passar do tempo. Além da dor intensa, principalmente durante a noite, muitos pacientes apresentam dificuldade para realizar movimentos simples, como alcançar objetos em prateleiras, prender o sutiã, pentear o cabelo ou até dirigir. Em alguns casos, a limitação do ombro pode comprometer a rotina e afetar a qualidade de vida.

O diagnóstico precoce é essencial para evitar a progressão da doença e reduzir as limitações nos movimentos do ombro. O tratamento pode incluir fisioterapia, uso de medicamentos para controle da dor e inflamação e, em alguns casos, infiltrações ou procedimentos cirúrgicos. “Quanto mais cedo o paciente procurar avaliação médica, maiores são as chances de controlar os sintomas e recuperar os movimentos do ombro sem grandes prejuízos para a rotina. Ignorar a dor pode fazer com que a rigidez evolua e o tratamento se torne mais demorado”, alerta o ortopedista.

A conscientização sobre a relação entre a diabetes e o ombro congelado é fundamental para ampliar o diagnóstico precoce e evitar impactos na qualidade de vida dos pacientes. “A recomendação é procurar avaliação médica ao perceber dores persistentes, rigidez ou dificuldade de movimentação no ombro, principalmente em pessoas com histórico de diabetes”, conclui o presidente da SBCOC.