Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Publicado em 17 de junho de 2014 às 20:52
- Atualizado há 3 anos
O vice-presidente dos EUA Joe Biden disse à presidente Dilma Rousseff que os EUA fizeram “mudanças reais” em sua política de “vigilância”. Em passagem pelo Brasil, Biden afirmou que teve uma “conversa franca” com Dilma sobre o tema. “Fizemos mudanças reais em nosso processo e estamos tendo uma nova abordagem sobre essa questão”, afirmou ele a jornalistas após o encontro com a presidente. >
As denúncias de espionagem norte-americana contra diversos líderes internacionais, entre eles a própria Dilma, causaram mal-estar entre os países e motivaram o cancelamento da viagem da presidente a Washington no ano passado. Biden disse que a internet “não é uma ferramenta de repressão de governos” e destacou o papel do Brasil nesse debate.>
Em parceria com a Alemanha, o país apresentou na ONU um projeto de resolução antiespionagem. Após a divulgação das denúncias de espionagem, o vice-presidente dos EUA foi o principal interlocutor do governo Barack Obama com o Brasil. Quando o caso surgiu, ele telefonou para Dilma para tratar do tema. Biden não mencionou um eventual pedido de desculpas pelo episódio e minimizou o incidente. >
Segundo ele, “não há razão” para que as relações comerciais entre os países não se aprofundem. “O céu é literalmente o limite para o que podemos alcançar juntos”, concluiu. Outros temas, como energia, a situação no Iraque e na Venezuela, também foram tratados no encontro. Segundo o vice-presidente dos EUA, há um interesse dos dois países em “garantir maior inclusão política, estabilidade e proteção dos direitos humanos” na Venezuela. Biden e Dilma em encontro no ano passado (Foto: Arquivo PR)Sobre o Iraque, afirmou que tanto o Brasil quanto os EUA querem um Iraque “estável, (...) democrático, que continue a dar maior contribuição à energia global”. Para Biden, o país enfrenta uma “ameaça cruel”. Recentemente, o país vem enfrentando uma escalada de violência, motivada pela ação do grupo Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL). Para Biden, “é claramente necessária uma assistência urgente” ao país. >
Ditadura Biden anunciou ainda que os Estados Unidos decidiram, em um “projeto especial”, desclassificar documentos referentes à ditadura no Brasil (1964-1985), que “jogam luz” sobre esse período e que serão compartilhados com a Comissão Nacional da Verdade. Parte dos documentos foi entregue ao governo do Brasil. “Espero que olhando documentos do passado possamos focar na imensa promessa do futuro”, disse o vice. >