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Jolivaldo Freitas: medo, frouxidão e submissão

  • D
  • Da Redação

Publicado em 28 de março de 2015 às 07:37

 - Atualizado há 3 anos

O Brasil tem em sua característica histórica nunca se amofinar contra invasores bucaneiros ou imperialistas e sempre se posicionou com firmeza, mesmo dando a vida dos seus filhos, contra aqueles que tentaram solapar nossa soberania. Isso mesmo num tempo em que estávamos em formação, sem a unidade territorial e com interesses díspares entre Império e República.

Hoje que o Brasil é uma das maiores potências econômicas e políticas mundiais e ainda não perdeu seu perfil de desenvolvimentista, mesmo sendo o mais importante país da América Latina e um dos maias destacados geograficamente e economicamente das Américas, está sendo acuado por países nanicos,  como Cuba e Venezuela, como um elefante que morre de medo de um camundongo.

Mas isso é fruto da nossa política externa terceiro-mundista que vem desde o princípio do governo Lula, quando ele passou a beijar as mãos de Hugo Chaves, Fidel Castro e até de Mahmoud Ahmadinejad. Lula decidiu em sua visão tacanha e distorcida que para o Brasil seria mais importante estar ligado de forma umbilical aos países bolivarianos, ao Irã e aos irmãos africanos, deixando de lado grandes parceiros como Estados Unidos, México e Alemanha. Deu no que deu.

Hoje o Brasil é usado como massa de manobra por esses países e o Itamarati não sabe o que fazer para trilhar outros caminhos. Seus membros que chamaram a atenção para o erro na filosofia petista de política externa foram subjugados e colocados na geladeiras ou Gulags da diplomacia oficial. Deu certo, pois não se vê ou ouve um diplomata contra- argumentar ao improviso dos seus poderosos chefões. Justo uma diplomacia que historicamente foi respeitado pelo trabalho, sangue e suor de um Ruy Barbosa ou Osvaldo Aranha, dentre tantos. Até o imperador Pedro II fez excelente papel relacionando o Brasil com a política e a cultura universal.Agora, estamos tão acuados que somos até espionados por Cuba dentro do nosso próprio território, com o Brasil no papel do torcedor que na recente Copa do Mundo viu a seleção tomar 7 a 1 da Alemanha e, mesmo depois do jogo encerrado, ainda não acreditava. Estamos tão fora de prumo que nossas autoridades têm receio de Nicolás Maduro decidir atacar o Brasil com seus modernos aviões e tanques (melhores que os nossos) e entre pela Amazônia com suas tropas mateiras especializadas e adestradas por grupos de guerrilha.Enquanto isso, Maduro sabe onde o calo dói e acaba de pedir ajuda aos venezuelanos – pouco interessando se envolve a oposição que ele prende, sangra e arrebenta – para escrever ao presidente Barack Obama explicando que a Venezuela não representa perigo para os Estados Unidos. Quase um “me desculpe”. Claro que nada representa para a maior força política, econômica e militar do mundo. Mas os EUA não têm perfil de Brasil e já deu sinais claros de um embargo econômico e político. Na verdade, o Brasil em nada depende da Venezuela, mas vive levando coices e calotes e nosso governo petista quieto, calado, acuado. E ainda levando as sobras das ações contra a Venezuela.

O Brasil em política externa tem procurado se transformar em paisagem. Um avestruz de cabeça enterrada. Uma diplomacia macaqueada: não fala, não ouve, não vê. Porque não quer.

* Jolivaldo Freitas  é jornalista e escritor