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SUV mais vendido da Volkswagen no mundo, Tiguan voltou ao Brasil

Veículo está mais potente, ganhou tecnologias e volta a contar com tração integral

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 2 de abril de 2026 às 18:00

A terceira geração do Volkswagen Tiguan chega apenas com opção de cinco lugares
A terceira geração do Volkswagen Tiguan chega apenas com opção de cinco lugares Crédito: Divulgação

A Volkswagen tinha em seu portfólio atual quatro SUVs no Brasil: Tera, Nivus, Taos e T-Cross. Todos estão tendo um bom retorno e o último deles foi o mais vendido da categoria pelos últimos três anos. Isso motivou a empresa a explorar ainda mais esse mercado. Agora, o fabricante alemão vai focar na fatia superior, com o retorno do Tiguan.

SUV mais vendido da marca no mundo - foram mais de 8 milhões de unidades entregues desde 2008 -, o veículo chega em versão única por R$ 299.990. Ou seja, custa R$ 90 mil a mais que a opção top de linha do Taos, a Highline. Para justificar o preço maior, a VW entrega um produto maior, mais equipado e com desempenho superior.

A estrutura foi completamente renovada, é a MQB Evo - a mesma que a Audi está aplicando na nova geração do Q3. O propulsor também é compartilhado com a marca premium do Grupo Volkswagen, é o EA888 Evo, utilizado no A5 que chegou ao mercado brasileiro no final do ano passado. A diferença é que, no Audi, o motor foi associado a um sistema híbrido leve de 48 Volts.

Associado a uma transmissão automática de oito velocidades, esse motor rende no Tiguan 272 cv de potência e 35,7 kgfm de torque. Tem 86 cv a mais que a última configuração do SUV vendida no país, e ainda marca o retorno da tração 4Motion, nome que a empresa dá para seu sistema de tração integral. Esse conjunto proporciona uma aceleração de zero a 100 km/h em 7,4 segundos.

A cabine tem seis airbags e os bancos dianteiros contam ajustes elétricos e com sistemas de massagem por Divulgação

O RECHEIO DO TIGUAN

Já estava acompanhando de perto essa terceira geração do Tiguan há quase um ano e meio, quando ela foi apresentada no Salão de Los Angeles, nos Estados Unidos, no final de 2024. O desenho exterior do SUV foi concebido por um brasileiro, Marco Pavone. Na época, ele era o chefe global de design da empresa - recentemente migrou para o Grupo Changan. Como curiosidade, Marco é irmão gêmeo de José Carlos Pavone, o JC, que é o chefe de design da VW para as Américas.

As linhas robustas desse novo modelo foram muito bem recheadas com conteúdos de conforto e tecnologia para a versão que começa a ser vendida no Brasil, a RLine. A empresa chama a cabine de multissensorial. São mais de 25 polegadas de telas à disposição do motorista. O novo painel de instrumentos tem 10,25 polegadas e interface totalmente configurável e com visualização 3D dos sistemas de assistência ao condutor.

No console central, o destaque fica com a nova central multimídia de 15 polegadas totalmente customizável. Compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio e um novo sistema de assistente de voz. Várias funções do carro podem ser configuradas pela tela, assim como os controles do ar-condicionado, sistema de som, entre outros.

O Ambient Light agora oferece 30 opções de cores e funções de segurança. Com esse recurso, as luzes da cabine mudam e piscam de acordo, mantendo o motorista atento e alertando sobre qualquer eventualidade no desembarque. Se houver um veículo passando ao abrir as portas, o ocupante será avisado, por exemplo.

Assim como nos modelos da linha de elétricos da marca, a alavanca do câmbio foi deslocada para a coluna de direção. É o mesmo artifício que a Mercedes utiliza há algum tempo e que a Chevrolet implementou no Equinox, um dos rivais do Tiguan.

No lugar da manopla tradicional, a VW agregou um seletor. Ele serve para ajustar o volume do sistema de som e ainda para que o motorista selecione um dos cinco modos de condução pré-ajustados e um que pode ser customizado.

O bagageiro desse SUV tem capacidade para 423 litros pelo padrão VDA. A tampa tem abertura e fechamento elétricos
O bagageiro desse SUV tem capacidade para 423 litros pelo padrão VDA. A tampa tem abertura e fechamento elétricos Crédito: Divulgação

O MERCADO DO TIGUAN

Produzido no México, assim como Taos e Jetta GLI, o Tiguan vai rivalizar com diversos produtos, mas dois que nesta mesma faixa de preço têm a mesma origem: Chevrolet Equinox (R$ 291.190) e Ford Bronco Sport (R$ 270 mil). Estão na disputa dois modelos chineses híbridos, porém com plataformas menos refinadas: BYD Song Plus Premium (R$ 299.800) e GWM Haval H6 PHEV35 (R$ 289 mil).

A terceira geração do Tiguan chega em versão única R-Line, sem opcionais. As rodas de 19 polegadas e o teto solar panorâmico são itens de série. Os compradores poderão escolher entre seis opções de cores: o Cinza Ascot (sempre com teto em Preto Mystic) e o Azul Pacífico são inéditos para o Tiguan. Também são opções o Cinza Platinum, Prata Pyrit, Branco Puro e Preto Mystic.

No momento da compra, o cliente ainda pode escolher entre duas opções de revestimentos de bancos: a configuração Soul Grigio com os bancos em preto e cinza (disponível apenas nas pinturas Azul Pacífico, Cinza Platinum, Prata Pyrit e Branco Puro) e a Soul-Ambar Brown, com couro nas cores preto e marrom (disponível exclusivamente para o Cinza Ascot e Preto Mystic).

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA VOLKSWAGEN