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Highway 1: como é viajar pela estrada mais bonita dos EUA

De Los Angeles a Carmel, roteiro detalha paradas no Big Sur, Cambria e Solvang, com dicas de hotéis e quando ir

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 1 de março de 2026 às 11:00

Bixby Bridge um trecho emblemático do Big Sur na Highway 1
Bixby Bridge um trecho emblemático do Big Sur na Highway 1, Califórnia Crédito: Spiderplay/ Visit California

Acabou o carnaval, mas o ano ainda tem diversos feriados e com o dólar em baixa os Estados Unidos voltam a ser uma boa opção, principalmente para quem gosta de viajar de carro.

A Califórnia é um destino turístico conhecido, mas para quem gosta de automóveis ela ocupa um lugar especial. Não apenas porque ali estão algumas das estradas mais bonitas do mundo, mas porque o automóvel faz parte da sua identidade. É nesse estado, no Píer de Santa Mônica, que termina a histórica Rota 66, símbolo máximo da cultura automotiva americana, e é também onde dirigir deixa de ser apenas deslocamento para se tornar parte da experiência.

Nesta viagem, feita entre Los Angeles e Carmel, a principal decisão não foi apenas o destino, mas o caminho. Diante da escolha entre seguir até São Francisco ou virar o volante antes, optamos por Carmel. A decisão mostrou que não é preciso ir até o norte do estado para viver o melhor da estrada mais cênica da Califórnia, a Highway 1, e entender por que dirigir por ali é tão especial.

Pôr do sol na praia de Moonstone, em Cambria por Antônio Meira Jr.

Los Angeles e São Francisco estão separados por cerca de 600 quilômetros. Até Carmel, são cerca de 500 km. Para quem vai exclusivamente para uma road trip, dá para reduzir a viagem em dois ou três dias sem perder a essência do percurso, mas para seguir até São Francisco, o ideal é ter pelo menos 12 noites. Fizemos em novembro, aproveitando a ida para o LA AutoShow, mas entre abril e o começo de junho também é uma boa opção.

Na ida, escolhemos a Interstate 5, a I-5. Apesar de menos famosa do que a Highway 1, ela cruza o interior da Califórnia passando por grandes vales agrícolas e áreas montanhosas, revelando um lado menos popular do estado mais rico do país. É uma estrada rápida, bem conservada e visualmente interessante, ideal para o trecho de ida. O trajeto desperta, inclusive, vontade de voltar com mais tempo para explorar as regiões vinícolas que surgem pelo caminho.

A Highway 1 ficou reservada para a volta. Oficialmente chamada de Pacific Coast Highway, ela acompanha o litoral do Pacífico e é considerada uma das estradas cênicas mais bonitas do mundo. Nela, o ritmo muda completamente: curvas longas, velocidade média mais baixa e paradas frequentes para fotos. Planejar esse trecho para a volta faz diferença prática, já que o carro fica do lado do mar, o que facilita as paradas e permite aproveitar a paisagem sem atravessar a rodovia a todo momento.

O roteiro de 1.100 km de ida e volta entre Los Angeles e Carmel
O roteiro de 1.100 km de ida e volta entre Los Angeles e Carmel Crédito: Reprodução

Carmel-by-the-Sea funciona como base ideal para explorar essa região. Pequena, charmosa e muito agradável para caminhar, a cidade combina arquitetura de inspiração europeia, boa gastronomia e um clima tranquilo. Ficamos três noites no Hotel Carmel, bem localizado e confortável, o que permitiu explorar a região com calma. De lá, basta um quilômetro para acessar a famosa 17-Mile Drive, estrada privada que corta uma área residencial e costeira com vista para o mar, falésias e campos de golfe, além de seguir até Big Sur, o trecho mais dramático da Highway 1. O acesso custa 12 dólares por veículo.

Big Sur é onde a estrada encontra o oceano de forma mais impactante. As curvas acompanham penhascos, a vegetação muda e o Pacífico surge quase sempre à vista. É um trecho que convida a dirigir com atenção e prazer, sem pressa. Carmel também se destaca por ser extremamente pet friendly: praias liberadas para cães, gente correndo à beira-mar e um ambiente que reforça a ideia de qualidade de vida.

Depois, seguimos para Cambria, onde passamos duas noites no Oceanpoint Ranch. Cambria fica ao sul de Monterey, cidade mais conhecida e turística, mas oferece uma experiência bem diferente e, para muitos, mais interessante. Menos movimentada, mais silenciosa e com contato direto com a natureza, ela funciona como ponto estratégico para quem percorre a Highway 1. O hotel, perto do mar, tem atmosfera de rancho, com fogueiras ao entardecer e marshmallows, criando noites aconchegantes e desaceleradas. Novembro se mostrou um mês ideal: temperaturas agradáveis, entre 15 e 20 graus, sol constante e nenhuma chuva.

O Hollywood Sign, um dos letreiros mais famosos do mundo por David H Collier/ Visit California

Na região de Cambria fica ainda uma das atrações naturais mais curiosas do litoral californiano: as colônias de elephant seals, ou elefantes marinhos, a maior foca do mundo. É possível observá-los à beira da estrada, em um espetáculo espontâneo da natureza, sem necessidade de trilhas longas ou passeios organizados. Basta chegar, e ver a enorme colônia de animais, que são acompanhados por biólogos e outros especialistas.

De Cambria, seguimos para Solvang, onde passamos uma noite no The Landsby. Fundada por imigrantes dinamarqueses, a cidade chama atenção pela arquitetura típica e pelo clima europeu. Desta vez, porém, estava bem mais cheia do que em visitas anteriores, reflexo do feriado de Ação de Graças. Ainda assim, o caminho até Solvang vale a viagem e ajuda a quebrar o trajeto antes do trecho final e, de quebra, se sentir em uma pequena cidade da Europa.

A road trip terminou em Ventura, onde ficamos no Amanzi Hotel. A cidade é uma boa escolha para encerrar o percurso: agradável, bem estruturada e com fácil acesso às rodovias. A partir dali, é possível seguir direto para o aeroporto, sem a necessidade de voltar a Los Angeles, o que facilita a logística para quem está de carro.

O The Line Hotel fica em Koreatown, Los Angeles por Antônio Meira Jr.

A CIDADE PLURAL

Los Angeles, por sua vez, não é apenas ponto de partida. Em cinco dias, deu para aproveitar bem a cidade, incluindo a cobertura do Salão do Automóvel, sempre com o carro como aliado. Ficamos no The Line, em Koreatown, uma escolha que fez diferença. Em LA, decidir onde se hospedar é fundamental. Dá para optar por regiões mais próximas da praia, como Santa Mônica, por cidades vizinhas, como Long Beach, ou por áreas mais turísticas, como Hollywood. Como queríamos fugir do clássico roteiro turístico e já curtiríamos o litoral durante a roadtrip, desta vez, Koreatown se mostrou perfeita: central, segura, vibrante, cheia de restaurantes, com personalidade própria e fácil acesso aos principais pontos da cidade.

Correr em Santa Mônica, almoçar de frente para o mar no Shutters on the Beach, visitar o Getty Center - sem custo, basta agendar - e observar como os americanos transformam o Natal em espetáculo em lugares como o The Grove ajudam a entender o estilo de vida californiano. O Getty, além do acervo artístico, impressiona pela arquitetura e pela vista da cidade, enquanto o The Grove revela como o entretenimento faz parte da experiência urbana nos EUA.

Para quem gosta de carros, no entanto, o ponto alto em Los Angeles é sempre o Petersen Automotive Museum. Mais do que um museu, ele funciona como uma celebração da cultura automotiva. O acervo mistura clássicos, superesportivos, conceitos e carros de cinema, mostrando como o automóvel influencia comportamento, design e até identidade. Não é exagero dizer que é um lugar indispensável para entender por que o automóvel ocupa um papel tão emblemático na cultura do país.

Outra experiência interessante para os fascinados por mobilidade é fazer um deslocamento a bordo de um veículo autônomo. Leia aqui sobre essa opção.

A Califórnia pode ser vista de muitas formas. Mas, dentro do carro, ela revela sua vocação mais clara: um lugar onde estrada, paisagem e o veículo se complementam. E, nesse contexto, entender por onde passar e até onde ir é tão importante quanto o destino.

Para outras opções de roteiro visite o site do Visite Califórnia, um bureau de fomento ao turismo do estado.

O percurso foi feito a bordo de um sedã, o VW Jetta GLI
O percurso foi feito a bordo de um sedã, o VW Jetta GLI Crédito: Antônio Meira Jr.

O CARRO DA VIAGEM

Utilizamos no trajeto o Jetta GLI, veículo lançado recentemente na linha 2026 no Brasil. Tanto para o mercado norte-americano, quanto para o brasileiro, o sedã esportivo é produzido no México. Na última atualização a Volkswagen ajustou o visual e manteve o conjunto mecânico. Leia mais sobre o veículo aqui.