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Preços do cacau seguem caindo, mas o chocolate da Páscoa continua caro

Entre dezembro e março, cotação da semente caiu quase 20%

  • Foto do(a) author(a) Donaldson Gomes
  • Donaldson Gomes

Publicado em 2 de abril de 2026 às 07:00

Preços do cacau estão em queda  Crédito: Donaldson Gomes/CORREIO

O paradoxo do cacau

A suspensão das importações de cacau da Costa do Marfim não surtiram efeito na cotação da commodity agrícola comercializada no Sul da Bahia. De acordo com o painel de cotações da Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), a arroba da semente usada para fazer chocolate, na realidade, registrou mais uma queda. Em março, o valor da cotação do produto foi de R$ 161 – o menor valor para o mês desde o início da série histórica –, contra os R$ 199,93 registrados em março, o que representa uma queda de quase 20% em um mês. Em doze meses, a desvalorização do produto foi ainda mais significativa, de 80%. O fim das importações marfinenses se somou à redução do prazo do benefício fiscal para compras no exterior de dois anos para seis meses, e eram a aposta do governo brasileiro para amenizar as perdas dos produtores brasileiros, mas nada disso funcionou. O cacau segue desvalorizando.

Variação da cotação do cacau nos últimos doze meses Crédito: Gráfico gerado por IA

Novo ciclo

O mercado global de cacau entrou em 2026 em transição para um novo ciclo, aponta o Radar Agro, produzido pela Consultoria Agro Itaú BBA. O mundo, que enfrentava um déficit de cacau, tornou-se superavitário. Até 2024, o consumo superava a produção em 500 mil toneladas. No ano passado, o cenário já foi de um superavit de 82 mil toneladas e a expectativa é chegar a 287 mil na safra encerrada em 2026. Em fevereiro, os estoques mundiais do produto cresceram 29,2%, de acordo com a organização Internacional do Cacau (ICCO), chegando a volume de 1,3 milhão de toneladas. Este ajuste se deu por conta de uma retração na demanda global, provocada por uma queda na moagem de sementes, ao mesmo tempo em que a produção reagiu de forma relevante, com alta de 11%, aponta o levantamento. As condições estruturais da produção – marcada pelo envelhecimento das árvores, baixa adoção de tecnologia e riscos fitossanitários – seguem inalteradas.

Efeito no Brasil

No Brasil, este cenário se refletiu numa queda de 14,6% na moagem de sementes em 2025, na comparação com 2024, de acordo com dados da Associação Nacional das Indústrias processadoras de Cacau (AIPC). No mesmo período, o recebimento de amêndoas aumentou 3,7%. O resultado, no final das contas, é queda nos preços.

Inflacionado

E para piorar, o consumidor brasileiro, no final desta cadeia, também não percebe os benefícios da queda no preço da matéria-prima, já que o chocolate segue caro. Nos últimos doze meses, os preços das barras de chocolates e bombons aumentou 26,36%, enquanto o produto em pó subiu 17,90%, de acordo com o IPCA de fevereiro. Para a Consultoria Agro Itaú BBA, a alta dos preços do chocolate para o consumidor se dá por um repasse defasado dos aumentos anteriores e a recomposição de margens ao longo da cadeia. "O alívio para o consumidor final tende a ser lento, mantendo o chocolate como um dos principais focos de pressão inflacionária dentro do grupo de alimentos industrializados, de modo que a Páscoa tende a ser de preços mais elevados", diz o estudo.

Redução e aumento

Os preços para o consumidor terão uma alta de 6,2% em média caso o limite semanal de horas de trabalho seja reduzido de 44 para 40 horas semanais, aponta levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado ontem. Os dados indicam pressão generalizada sobre os preços em diferentes segmentos da economia. A conta de internet pode apresentar uma elevação de até 7,2%. A projeção estima que as horas trabalhadas não serão integralmente recompostas, ao mesmo tempo em que o custo da hora trabalhada aumentará, gerando elevação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. Os números mostram, ainda, que a indústria será o segmento mais atingido em termos de diminuição de horas trabalhadas, com queda de 4,34% das horas trabalhadas. “A consequência da elevação do custo do trabalho será o aumento generalizado dos preços da economia e afetará a vida de todos os brasileiros. As empresas não enfrentarão apenas o aumento do custo direto com mão de obra, mas os insumos também deverão ter seus preços reajustados, considerando que a redução do limite das horas trabalhadas afeta toda a cadeia produtiva”, alerta o presidente da CNI, Ricardo Alban.

Casas seguras

A Região Nordeste foi o principal destaque no desempenho do seguro residencial da Bradesco Seguros em 2025. No período, a seguradora arrecadou cerca de R$ 155 milhões em contratações na região, alta de 20% em relação a 2024, superando a média nacional da companhia, de 11,8%. Pernambuco, Ceará e Bahia lideraram os resultados, com crescimentos de 30%, 23% e 10%, respectivamente. “A expansão imobiliária no Nordeste foi uma das mais fortes do país e liderou o crescimento de vendas de imóveis no Brasil no primeiro trimestre de 2025, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, o que contribuiu para o avanço do segmento na região”, afirma Segundo o Superintendente Sênior de Negócios da Bradesco Seguros, Paulo César Martins. Com o crescimento do mercado imobiliário e um baixo índice de residências seguradas, o Nordeste vem ampliando sua relevância no desenvolvimento do seguro residencial no país.

Abrigo amigo

Novo modelo de abrigo será instalado em 50 locais até o final do ano Crédito: Divulgação Eletromidia

A Eletromidia e a operadora Claro inauguraram, em parceria com a Prefeitura de Salvador, o Abrigo Amigo Claro. A capital baiana terá 50 unidades até o final deste ano. Os abrigos receberão atualização tecnológica para ampliar a conectividade e a eficiência operacional. “Para nós, da Claro, é um orgulho colocar nossa infraestrutura a serviço de um projeto que une tecnologia e cuidado com as pessoas. Essa parceria representa muito mais do que conectar abrigos; é sobre usar nossa rede para criar experiências urbanas mais humanas, inclusivas e seguras”, afirma Ane Lopes, diretora de Marca e Comunicação da Claro. As unidades são equipadas com câmeras de alta resolução, microfones sensíveis e alto-falantes potentes, conectados à central de monitoramento. Além disso, o abrigo foi pensado para garantir acessibilidade universal: o botão de acionamento tem placa em braille e está posicionado a 1,20 metro de altura, adequado para cadeirantes, crianças e pessoas com deficiência. O atendimento remoto dispõe de comunicação em Libras, e está em andamento a implementação de legendas durante as chamadas. O equipamento permite ainda acionar rapidamente as forças de apoio de segurança pública, quando necessário.