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Veja cinco razões que colocam o chocolate amargo como potencial  aliado da saúde cardiovascular

Especialistas alertam, no entanto, que é preciso ter atenção ao tipo e à quantidade ingerida

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 31 de março de 2026 às 11:15

Chocolate amargo
Chocolate amargo Crédito: Reprodução

Tradicionalmente associado ao prazer, o chocolate – especialmente o amargo – tem ganhado espaço também como potencial aliado da saúde cardiovascular. O alimento pode contribuir para a saúde do coração, desde que consumido com moderação e critério. “O cacau é uma fonte importante de flavonoides, compostos bioativos com ação antioxidante e anti-inflamatória”, afirma a nutricionista Juliana Meirelles, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês. 

Os flavonóis presentes no cacau estimulam a produção de óxido nítrico, substância que promove a vasodilatação e ajuda a controlar a pressão arterial. Além de favorecer a circulação, os flavonoides contribuem para a proteção das artérias ao combater os radicais livres, responsáveis pelo estresse oxidativo – um dos processos associados ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como explica a cardiologista Patrícia Oliveira, também do Centro de Cardiologia do Sírio-Libanês. 

Os benefícios, no entanto, estão diretamente ligados à composição do chocolate. Dessa forma, é recomendável escolher chocolates com teor de cacau acima de 70%. “Produtos com muito açúcar, gordura saturada ou recheios acabam anulando os possíveis efeitos positivos à saúde”, atenta a cardiologista. E ainda dar preferência a versões com baixo teor de açúcar, sem gorduras trans e, se possível, enriquecidas com ingredientes funcionais como castanhas e amêndoas, que também apresentam propriedades benéficas para o sistema cardiovascular. 

Embora ainda não haja consenso científico absoluto, há indícios consistentes de que o consumo regular e moderado de chocolate amargo pode contribuir para a melhora da função endotelial (a camada interna dos vasos sanguíneos), além de auxiliar no controle do colesterol e da pressão arterial. Juliana Meirelles explica que os flavonóides também podem influenciar positivamente a sensibilidade à insulina e a resposta inflamatória do organismo.

“Mas isso só é válido dentro de um contexto de alimentação equilibrada e estilo de vida saudável”, adverte ela, já que o consumo excessivo ou o uso do chocolate como ‘atalho’ para uma vida desregrada, compromete os resultados esperados. Outro aspecto relevante é a interação entre o cacau e a microbiota intestinal – o conjunto de bactérias benéficas que habitam o trato digestivo.

Um microbioma saudável favorece a absorção dos flavonoides e pode potencializar seus efeitos sobre o sistema cardiovascular. “O desequilíbrio na microbiota pode limitar a ação desses compostos bioativos, o que reforça a importância de uma alimentação rica em fibras e diversidade de nutrientes, para além do chocolate em si”, complementa. 

Cinco argumentos científicos para tirar o chocolate amargo da lista dos vilões:

  1. Contribui para a redução da pressão arterial;
  2. Melhora a função dos vasos sanguíneos;
  3. Combate inflamações e ajuda na defesa contra o desgaste celular;
  4. Auxilia no controle do colesterol, o que é importante para a saúde do coração;
  5. Tem leve ação anticoagulante, benéfica para a circulação.

A recomendação, reforça a especialista, é manter a porção pequena – idealmente após as refeições – e integrá-la a um plano alimentar balanceado. “No dia a dia, trocar a culpa por consciência pode ser um gesto de cuidado com o próprio corpo. Escolher bem o chocolate é um ato de prazer e de prevenção”, diz Juliana.