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Da Redação
Publicado em 28 de abril de 2017 às 06:08
- Atualizado há 3 anos
O corpo humano é uma máquina de acumular energia que evoluiu e se aperfeiçoou durante as centenas de milhares de anos da evolução humana. Conseguir alimento sempre foi uma tarefa difícil para os seres humanos até meados do século XX, quando a oferta de comida, principalmente nos países desenvolvidos e ricos, se tornou abundante. Nesse momento começaram a surgir as doenças associadas ao consumo de comida em excesso: obesidade, diabetes, hipertensão, síndrome metabólica, doença coronariana etc.Mas, voltando aos primórdios da evolução, a forma que a natureza encontrou para lidar com a escassez de comida foi criar dispositivos metabólicos que permitissem que tudo que não fosse utilizado pelo nosso organismo no seu processo de sobrevivência fosse estocado para uso futuro em tempos de “vacas magras”. E qual a melhor forma de acumular energia no corpo humano? Através da formação de tecido adiposo, ou seja, acúmulo de gordura. Para se ter uma noção, a queima de um grama de moléculas de glicose gera energia correspondente a 4kcal, enquanto que a queima do mesmo grama de uma molécula de gordura gera quase 9kcal. Podemos ver assim o quanto é eficiente esse dispositivo de acúmulo de energia.Portanto, para emagrecer, devemos transformar o nosso metabolismo. Fazer com que o nosso corpo deixe de ser um acumulador para se tornar um gastador de energia. E como fazemos isso? Primeiro, gerando déficit constante de energia: ingerindo menos calorias do que precisamos para sobreviver. Dessa forma, a energia acumulada será gasta para manter as funções orgânicas. Além disso, lançamos mãos de alternativas para “enganar” o metabolismo, e forçar ele a queimar a energia acumulada em forma de gordura: ingestão de carboidratos de baixo índice glicêmico, dieta sem carboidratos (cetogênica), aumento da ingesta de alimentos ricos em gordura saudável, utilização de substâncias aceleradoras do metabolismo corporal (ergogênicas), equilibrando o balanço hormonal quando necessário, otimizando o sono e reduzindo o cortisol. Por enquanto, vale começar a nossa transformação pelo básico: coma com moderação, de forma saudável, evite os farináceos, frituras, refrigerantes, açúcar refinado, e faça algo muito importante: saia do sedentarismo. A atividade física regular durante 30 minutos por 3 vezes na semana já te tiram desse grupo de risco para diversos tipos de patologias como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, desligando o interruptor do acúmulo de gordura e ligando o modo gastador! * Leonardo Eugênio é médico, cirurgião geral, especialista em medicina intensiva e prática ortomolecular>