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O nosso pato manco

Jolivaldo Freitas é escritor e jornalista

  • D
  • Da Redação

Publicado em 3 de junho de 2018 às 16:20

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: .

São tantos os foras que o presidente Temer tem processado que dá a nítida impressão que o homem nasceu somente para ser coadjuvante. Na verdade, ele deveria ter sido extirpado do poder logo junto com Dilma, pois o que está acontecendo de ruim, hoje, com o Brasil é fruto herdado do governo em que ela era presidente e ele vice-presidente, então sendo a culpa dos dois. Era para terem cassado a chapa PT/MDB, mas os políticos emedebistas são mais espertos, fisiológicos, escorregadios como peixe de pele e acima de tudo ladinos (não falei ladrões).

São tantos os foras de Temer que fica difícil entender qual a sina que herdamos neste país em que nada dá certo. Mas, apesar disso não coaduno com a linha de pensamento em que se pede o “Fora Temer”. Ficou tarde, a hora passou. É melhor ter um “pato manco” - que é uma expressão usada pelos americanos para quando um presidente vai mal, mas está perto o momento de uma nova eleição -, do que fazer uma eleição agora, com seus gastos inimagináveis, neste momento de polarização extremistas, do salteadores e aproveitadores. Falta pouco para escolhermos um novo presidente, pois outubro já está nos quintais, e o Brasil é muito forte e aguenta o tranco até lá.

São tantos os foras de Temer que fica quase inacreditável ver o que ele está fazendo conosco, pois cada indivíduo forma um grupo e este é quem responde pelas mazelas. O povo, na guerra entre Petrobras e caminhoneiros, pagou o pato. O percentual de 87%  apoiou a greve nas estradas, mas 87% segundo pesquisa Datafolha se recusam a pagar os descontos que o governo deu para os heróis das estradas. Mas, quem tem de pagar é o povo, pois o governo não gera renda. Governo só gasta o que arrecada com o trabalho dos brasileiros ou tira daqui para colocar lá e tem gasto mais do que arrecada.

São tantos os foras de Temer que é inacreditável que ele, na tentativa de suprir as despesas consequentes do acordo com os caminhoneiros, vai tirar os incentivos fiscais para a indústria química, o que significará remédios mais caros e produtos de limpeza diária idem. Vai com a nova política de subvenção econômica tentar somar R$ 9,5 bilhões, que foi o que ele acordou em nosso nome com os irmãos da carga pesada.

Os caminhoneiros conseguiram redução nos preços do diesel, mas o valor descontado será repassado para a gasolina. Não existe almoço grátis, temos de lembrar. Alguém está pagando e somos nós, inocente. E embora pagando, Temer vai anular a dotação orçamentária do SUS, como se este fosse uma beleza, um exemplo de atendimento para a população, ou seja, se está ruim, pior vai ficar. O estudante não vai ter mais bolsa. Não teremos investimento em energia elétrica, mas as subsidiárias continuarão a aumentar o valor da conta, pois seus acionistas não querem sair perdendo. A área de segurança não terá verba para comprar equipamentos e as armas dos bandidos serão mais e melhores que os dos mocinhos. E, pasme, não tem verba para consertar as estradas dos caminhoneiros. Ou seja, Temer fez a mágica de dar ali o que tirou daqui mesmo. Estamos no quinto dos infernos. Mas, é melhor esperar um pouco para o circo não pegar fogo, caro palhaço.