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Donaldson Gomes
Publicado em 22 de abril de 2026 às 21:13
O outro lado da taxa >
A criação do Programa Remessa Conforme, popularmente conhecida como a “taxa das blusinhas”, impediu a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados e ajudou a preservar mais de 135 mil empregos e quase R$ 20 bilhões na economia brasileira, aponta a Confederação Nacional da Indústria (CNI). A cobrança de 20% sobre produtos importados de até US$ 50, alvo da ira de boa parte da população brasileira é útil para proteger a economia nacional, que não consegue competir com a altamente produtiva indústria chinesa. “O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda. Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, afirma Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.>
Queda em encomendas>
Em 2024, 179,1 milhões de remessas de produtos chegaram ao país por meio do programa. Em 2025, o número caiu para 159,6 milhões, retração de 10,9%. Segundo projeção da CNI, no entanto, 205,9 milhões de pacotes entrariam no Brasil no ano passado sem a “taxa das blusinhas”, o que representaria 46,3 milhões de unidades a mais do que o registrado. Além disso, o valor médio das remessas que entraram no país pelo programa foi de R$ 96,88. Considerando a diferença entre o volume projetado pela CNI e o registrado, e o valor médio das remessas em 2025, calcula-se que o Imposto de Importação reduziu em R$ 4,5 bilhões o valor das compras no exterior, contribuindo para a manutenção de 135,8 mil empregos e de R$ 19,7 bilhões na economia brasileira. Por sua vez, a arrecadação federal com o tributo saltou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, primeiro ano completo de vigência da taxa.>
Agenda eleitoral>
O assunto voltou ao noticiário depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sancionou a lei criando a Remessa Conforme, avaliou a cobrança como desnecessária e algo que penaliza os menos favorecidos. Como se vê, para o setor produtivo a cobrança era mesmo necessária, enquanto para a grande parte da população não faz sentido. A verdade é que cobrar uma taxa para compensar a falta de competitividade é apenas uma desculpa para evitar enfrentar o problema mais grave, que é o famigerado e, cada vez mais elevado, custo Brasil. O governo cobra demais da população e do setor produtivo, oferece péssimas condições de infraestrutura e um ambiente de negócios confuso. Resumidamente, não consegue baratear a produção aqui no país e cobra para encarecer o que vem de fora. É neste cenário complexo de baixa competitividade que a indústria se coloca ao lado do governo na taxação das importações, mas se queixa da possível mudança nas escalas de trabalho, com o fim da jornada 6x1. >
Pagamentos>
As maquininhas de pagamento são a porta de entrada para o sistema Sicredi na Bahia, diz Giorgio Bonatto, diretor executivo da Sicredi Centro-Sul MS/BA. As sete cooperativas que operam no estado, em 31 agências, estão presentes em 24 municípios e atendem 65 mil associados. Em 2025, a Sicredi registrou R$ 1,9 bilhões em depósitos, mais de R$ 2,1 bilhões em crédito concedido e alcançou R$ 2,9 bilhões em ativos. Bonatto, que é responsável por uma operação que envolve 54 municípios, incluindo Salvador e Região Metropolitana (RMS), destaca a importância das máquinas de pagamento na ampliação das operações. Entre os novos clientes, ele cita a Arena Fonte Nova, que está automatizando seus processos de pagamentos em parceria com a cooperativa. >
Tourist Plan>
Reconhecida mundialmente por suas praias, cultura vibrante e hospitalidade única, a Bahia segue como um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil. No primeiro bimestre, cerca de 60 mil visitantes do exterior desembarcaram no estado, refletindo uma tendência percebida nas lojas da Vivo. Desde outubro, quando foi lançado o Vivo Tourist Plan, voltado para estrangeiros, a loja da marca no Shopping Barra, tornou-se líder de vendas no Nordeste, com 55,27% de todas as ativações na região. O plano pode ser contratado por turistas estrangeiros antes mesmo da chegada ao Brasil, via eSIM, em versões em português, inglês e espanhol. Mesmo assim, muitos visitantes têm preferido buscar uma loja física em razão do atendimento presencial.>
Expectativa de negócios>
A edição 2026 da Index, entre 6 e 8 de maio, deve superar os números da primeira edição, estimam os organizadores. Após um 2025 marcado por forte adesão do setor produtivo e ampliação do debate sobre desenvolvimento econômico na Bahia, a feira se consolida como um dos principais termômetros da economia no Nordeste. A primeira edição reuniu mais de 30 mil visitantes, cerca de 300 expositores e gerou R$ 98 milhões em negócios. Agora, a expectativa é de um público superior e programação ainda mais robusta.>
Crédito privado>
A AmFi, plataforma de crédito privado estruturado, escolheu Salvador para abrir o circuito nacional da Rota AmFi 2026. O evento acontece no dia 28 de abril, no Hotel Intercity Salvador, e reúne cerca de 50 participantes do ecossistema de crédito da região. A iniciativa chega à Bahia com um argumento de mercado: o estado tem o maior PIB do Norte e Nordeste — R$ 430,9 bilhões, segundo o IBGE — e setores como energia renovável, agronegócio e petroquímica com demanda real por estruturas mais sofisticadas de financiamento. Participam como parceiros locais: Catálise, Coruja, Quicksoft, SINFAC BA, SPC Grafeno e WBA.>