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Toyota RAV4: SUV mais vendido do mundo estreia nova geração no Brasil

Campeão global de emplacamentos da marca japonesa é renovado e faz mais de 15 km/l

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 24 de abril de 2026 às 14:00

A nova geração do RAV4 segue as linhas que a Toyota aplicou recentemente no Prius
A nova geração do RAV4 segue as linhas que a Toyota aplicou recentemente no Prius Crédito: Divulgação

Nos últimos anos, a categoria dos SUVs é a mais evidente. São produtos de diferentes dimensões e propostas querendo se encaixar no desejo do consumidor. Todas as marcas têm algumas opções, incluindo a Toyota, que tem o mérito de ter o RAV4 em seu portfólio. Ele é o mais vendido do mundo nesse segmento.

Apenas no ano passado, foram 1.048.612 unidades zero-quilômetro comercializadas globalmente. Esse volume posicionou o RAV4 como o segundo veículo de quatro rodas mais vendido no mundo, atrás do Tesla Model Y e à frente das picapes da Série F da Ford. Inclusive, o SUV ultrapassou novamente outro Toyota famoso, o Corolla - que ficou em quarto lugar. Desde o lançamento, em 1994, já foram mais de 20 milhões de unidades vendidas.

Pelo posicionamento de preço, o RAV4 não vai ter vendas tão expressivas no mercado brasileiro. No entanto, agora são duas versões - com uma inicial inédita custando R$ 30 mil a menos - e a Toyota espera dobrar as vendas na comparação com o ano passado.

Nesta nova geração, a sexta do SUV, os principais atributos do produto foram mantidos. Mas a engenharia refinou bastante a dirigibilidade, a suspensão e a acústica. O RAV4 é construído sobre a plataforma modular TNGA (Toyota New Global Architecture), com uma estrutura monobloco que teve reforços adicionais para aumentar sua rigidez e reduzir vibrações.

Toyota RAV4 2027 por Divulgação

Nesta geração, o modelo tem também pontos de fixação da suspensão mais robustos, bem como reforços na coluna A e na região do painel frontal. A companhia japonesa afirma que o uso de adesivos estruturais de alta dissipação em áreas como assoalho, caixas de roda e região traseira também contribui para reduzir ruídos e vibrações, enquanto aprimoramentos estruturais na coluna D melhoram a rigidez de todo o conjunto.

A suspensão passou por recalibração, com molas redesenhadas para reduzir atrito e melhorar o conforto de rodagem. Os amortecedores também são novos, com maior sensibilidade a forças laterais, que favorecem a estabilidade em diferentes velocidades. Componentes como buchas foram atualizados para minimizar interferências na cabine, enquanto o posicionamento da barra estabilizadora é otimizado para melhorar a resposta da direção.

O bagageiro da configuração S comporta 514 litros, e ela tem estepe temporário. Na opção SX, são 58 litros a menos, pois a roda é integral
O bagageiro da configuração S comporta 514 litros, e ela tem estepe temporário. Na opção SX, são 58 litros a menos, pois a roda é integral Crédito: Divulgação

AS DUAS OPÇÕES DO RAV4

Inicialmente, a Toyota vai comercializar apenas duas versões: S (R$ 317.190) e SX (R$ 349.290). Ambas utilizam um conjunto híbrido que não necessita de carregamento externo para a bateria. Porém, como na geração anterior, uma configuração plug-in será introduzida.

O conjunto motriz é basicamente o mesmo: composto por um motor 2.5 litros de quatro cilindros que atua em conjunto com o motor elétrico principal (MG2) por meio de uma transmissão CVT, enquanto os dois motores elétricos (MG1 e MG2) também contribuem para a recarga da bateria de íons de lítio.

Esse sistema é complementado por um motor elétrico adicional no eixo traseiro (MGR), responsável pela tração integral elétrica (AWD) e pela distribuição dinâmica de torque entre os eixos, ampliando a capacidade de tração e a estabilidade em diferentes condições de uso.

O conjunto entrega potência combinada de 239 cv, 17 cv a mais que o anterior, graças aos ajustes. A Toyota não divulga o torque combinado, mas a força entregue satisfaz muito bem. De acordo com o Inmetro, as médias de consumo são de 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada.

CABINE TEM FOCO NA PRATICIDADE

A posição de guiar é muito boa e o acesso aos equipamentos é prático. O novo desenho interno vai agradar quem busca um estilo mais sóbrio e raiz, com elementos retangulares. É uma pegada de utilitário, menos crossover.

As duas versões são muito bem equipadas, os bancos são sempre com ajustes elétricos e com refrigeração. Ambas contam com teto solar, mas na SX ele é panorâmico. Para justificar o valor pago a mais, a opção topo de linha tem head-up display, central multimídia com tela de 12,9 polegadas (no S são 10,5 pol), assistente de estacionamento e câmera 360 graus, entre outros detalhes.

Um detalhe negativo é que o RAV4 ainda não é conectado no país. Entre outras coisas, não é possível efetuar comandos remotos via aplicativo. No entanto, a Toyota conta com a garantia de até dez anos e as cinco primeiras revisões custam, em média, R$ 999 cada.

O acabamento interno mudou bastante. O RAV4 se distanciou bastante do Corolla, com a adoção de materiais mais sofisticados. Globalmente, ele mira modelos como o Honda CR-V (R$ 353.500) e o Nissan X-Trail, que estreia este ano no Brasil. O porte é similar ao do Chevrolet Equinox (R$ 291.190) e do Volkswagen Tiguan (R$ 299.990), mas esses dois não possuem propulsão híbrida.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA TOYOTA