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Da Redação
Publicado em 24 de maio de 2022 às 05:20
A velocidade com que as inovações científicas e tecnológicas acontecem, faz com que nossas estruturas sociais sejam incapazes de assimilar e se adaptar a elas no tempo necessário. Se antes era possível predizer o futuro com base no passado, hoje o crescimento tecnológico acontece tão rápido que se torna quase incontrolável - e o nosso futuro imprevisível. E embora esta Quarta Revolução Industrial esteja destinada a mudar a sociedade como nunca, ela tem seus pilares nas três primeiras revoluções industriais. >
A máquina a vapor, criada no século XVIII, levou à Primeira Revolução Industrial, permitindo que a produção fosse mecanizada e impulsionando a mudança social. No final do século XIX, na Segunda Revolução Industrial, a eletricidade, o motor à combustão e outros avanços levaram à produção em massa, gerando, entre outras, a indústria automobilística. >
A Terceira Revolução Industrial, na década de 1950, mudou o sistema de produção, agora firmado na tecnologia, robótica e telecomunicações. Isso levou à crescente automação e à disrupção de diversos setores da economia, incluindo bancos e comunicações.>
A Quarta Revolução Industrial (4IR) está caracterizada pela indefinição das fronteiras entre os mundos físico, digital e biológico. É uma fusão de avanços em Inteligência Artificial, Realidade Virtual, IoT, Blockchain, Impressão 3D, Engenharia Genética, Computação Quântica etc. >
Esta revolução tem o grande diferencial de contar com a força coletiva das redes sociais. Pense em sistemas como o Waze, que dá a rota mais rápida para um destino, assistentes virtuais como Alexa ou o poder de um tweet do Elon Musk de derrubar o valor do bitcoin.>
A 4IR não é apenas mais uma etapa do desenvolvimento tecnológico, mas uma total mudança de paradigma. Segundo Klaus Schwab, presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, que cunhou esta como a Quarta Revolução Industrial, estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Os custos de transporte e comunicação cairão, a logística e as cadeias de suprimentos globais se tornarão mais eficazes e o custo do comércio diminuirá; aumentará o nível de renda global e melhorará a qualidade de vida das populações mundiais. >
Os países mais desenvolvidos terão uma adoção mais rápida dessas novas tecnologias, mas os especialistas destacam que as economias emergentes são as que mais podem se beneficiar com esta revolução.>
É claro que só se beneficiará quem estiver disposto a aprender e a mudar. Quem for capaz de inovar e se adaptar.>
Luis Gaban é diretor de Inovação da Prefeitura de Salvador>