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Antônio Meira Jr.
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 14:00
A General Motors está ampliando seu portfólio de elétricos no país. No entanto, após lançar dois produtos genuínos da Chevrolet, o Blazer EV e o Equinox EV, a companhia americana aposta em modelos produzidos na China e desenvolvidos com seus parceiros do país.>
Depois do Spark EUV, que já está sendo montado no Ceará, a empresa trouxe o Captiva EV. O novo SUV, que estreia no Brasil em versão única por R$ 199.990, é fruto de uma parceria entre SAIC, GM e Wuling, e corresponde ao Wuling Starlight S. >
A filial brasileira justifica sua estratégia com base no crescimento dos SUVs e dos modelos eletrificados - que no ano passado corresponderam a 11% das vendas. Nesse caso, são contabilizados veículos completamente elétricos e também os híbridos.>
O preço do Captiva EV o posiciona em uma faixa ampla de concorrentes, que vai desde modelos a combustão até híbridos com carregamento na tomada. Dessa forma, é uma opção para rivais como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross e BYD Song.>
Chevrolet Captiva EV
“O consumidor brasileiro é entusiasta de novas formas de propulsão, e o Captiva EV reúne o que há de mais avançado na eletrificação em uma proposta sofisticada, prática e competitiva, inclusive frente a modelos a combustão ou híbridos tradicionais”, afirma Paula Saiani, diretora de marketing de produto da GM América do Sul.>
O novo Chevrolet tem bons atributos, como o espaço na cabine. No entanto, a filosofia minimalista - presente também em outros elétricos do mercado - dificulta a intuição do motorista. Diversos comandos estão concentrados na enorme tela central (de 15,6 polegadas). Dessa forma, são necessários vários passos para ativar ou desativar alguma função.>
O QUE TEM ESSE SUV>
Com 4,74 metros de comprimento, o Captiva EV é apenas 14 centímetros menor que o Trailblazer, SUV turbodiesel de sete lugares derivado da S10. Seu entre-eixos é de 2,80 m, o que proporciona um ótimo espaço interno. Na parte traseira, graças ao assoalho plano, o passageiro do meio viaja com conforto. Para completar, o encosto do assento pode ser inclinado.>
Em relação aos equipamentos, a versão Premier é bem recheada. Tem teto solar panorâmico, ajustes elétricos para o banco do motorista, seis airbags e um bom pacote de assistentes de condução, como câmera 360 graus, alerta de colisão frontal, correção de saída de faixa e piloto automático adaptativo. No entanto, falta um aviso de objetos no ponto cego, principalmente por se tratar de um veículo comprido, e o OnStar, sistema de carro conectado da GM.>
Em relação à propulsão, o motor elétrico entrega 201 cv de potência e 31,6 kgfm de torque. O SUV é ágil, mas por conta do peso da bateria, ele tem que dar conta de impulsionar 1.800 kg. Dessa forma, a aceleração de zero a 100 km/h é cumprida em 9,9 segundos, acima de modelos a combustão como o Equinox turbo (9,2 segundos).>
O sistema conta ainda com um recurso de monitoramento comparável ao de uma “caixa preta”, nos moldes da aviação, que permite a leitura do estado de saúde da bateria em percentual, reforçando a transparência ao longo da vida útil do veículo e trazendo mais segurança em eventuais processos de revenda. A garantia é de oito anos ou 160 mil quilômetros para a bateria.>
A autonomia aferida pelo Inmetro é de 304 quilômetros com uma carga. Porém, é uma aferição bastante conservadora em relação à referência internacional de 400 km. Na avaliação, feita entre Guarulhos e Campos do Jordão, o veículo chamou a atenção pela boa dirigibilidade e índice de regeneração de energia.>
*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA GM>