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Dakota volta ao Brasil para brigar na classe intermediária; conheça a picape da Ram

Produzido na Argentina, o utilitário utiliza a mesma base da Fiat Titano

  • Foto do(a) author(a) Antônio Meira Jr.
  • Antônio Meira Jr.

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 10:00

A Dakota estreia em março em duas opções e custa a partir de R$ 289.990
A Dakota estreia em março em duas opções e custa a partir de R$ 289.990 Crédito: Antônio Meira Jr.

O mercado de picapes correspondeu a 19% das vendas totais no Brasil no ano passado. Já os modelos médios somaram o equivalente a 6% dos emplacamentos do país, ou 153 mil veículos. E a Ram, que tem quatro picapes, estava fora dele.

O domínio em 2025 foi novamente da Toyota Hilux, que somou 49.721 licenciamentos - só ela teve quase o mesmo volume de vendas de todos os carros premium vendidos no país: 54.564. A Hilux foi seguida pela Ford Ranger (34.047), em segundo, e pela Chevrolet S10 (31.451), em terceiro.

Um dos últimos lançamentos no segmento foi a Fiat Titano. Esse utilitário chegou em 2024 e já passou por uma grande atualização no ano passado, quando deixou de ser montado no Uruguai e passou a ser fabricado na Argentina. 

A cor do interior varia de acordo com a versão. A picape tem seis airbags e a central multimídia tem 12,3 polegadas por Divulgação

E é a base dessa picape que a Stellantis utilizou para produzir a Dakota, que chega em março às concessionárias com o emblema da Ram e vinda da mesma fábrica do modelo da Fiat. 

Mas o projeto não teve início com a Titano, ele começou de uma parceria da PSA - antes de se fundir com a FCA para se tornar Stellantis - com a empresa chinesa Changan, que deu origem à Kaicene F70 e à Peugeot Landtrek. Isso aconteceu em 2019.

Para criar a Dakota, a Stellantis alterou ao máximo a estética. O capô foi elevado para ampliar a robustez, a grade dianteira foi totalmente redesenhada, assim como faróis, para-choques e lanternas. Na mecânica, molas e amortecedores foram recalibrados.

Na cabine, muitas coisas mudaram para elevar o nível de sofisticação. No entanto, apesar do esforço, ainda faltam muitos itens. Um dos que mais chama a atenção é a ausência de um espelho no quebra-sol do motorista. Além disso, a Dakota não é conectada como a Fiat Toro ou a Rampage - além delas, as três picapes mais vendidas do segmento são. Dessa forma, o consumidor não consegue efetuar uma partida remota por aplicativo, por exemplo.

São duas versões: Warlock (R$ 289.990) e Laramie (R$ 309.990). A primeira opção tem apelo mais voltado para o off-road, com interior escurecido, rodas de 17 polegadas e santantonio de série, enquanto a topo de linha é oferecida com muitos detalhes cromados, rodas de 18 polegadas e bancos marrons. Em ambas, os bancos dianteiros contam com ajustes elétricos, mas o sistema de auxílios à condução da Laramie tem mais recursos.

As duas utilizam o motor 2.2 litros turbodiesel e transmissão automática de oito velocidades. É o mesmo propulsor que equipa a Titano, Toro, Rampage e o Jeep Commander. Com quatro cilindros, ele entrega 200 cv de potência e 45,8 kgfm de torque. 

O conjunto é sempre associado a um sistema de tração 4x4 com reduzida. Assim como a Ranger V6, há um programa de 4x4 automático, que envia tração para as rodas dianteiras sempre que acontecer uma falta de aderência. O condutor também pode optar apenas pela tração na traseira.

Foram mais de 70 pontes no caminho. A maioria de madeira
Foram mais de 70 pontes no caminho. A maioria delas de madeira Crédito: Pedro Bicudo/ Divulgação

PRIMEIRAS IMPRESSÕES

Foram mais de 1.100 quilômetros a bordo da Dakota nesse primeiro contato prático. É um veículo com acabamento mais refinado do que o da Titano, mas alguns equipamentos poderiam melhorar. O quadro de instrumentos é um deles, não tem proteção para reflexos de luz e poderia apresentar mais informações, como a temperatura da transmissão.

Gostei do consumo, com médias superiores às apresentadas pelo Inmetro. Enquanto a autarquia federal aferiu o consumo rodoviário de 10,8 km/l, facilmente é possível chegar aos 12 km/l. O urbano não foi aferido no nosso teste, por conta dos poucos deslocamentos em cidades, mas o Inmetro aponta como 9,7 km/l

No geral, a Dakota atende bem e foi precificada corretamente. Afinal, a Stellantis sabe que não é um produto autêntico da Ram, o que não tira seu mérito e competitividade na faixa intermediária do mercado.

O roteiro de avaliação da Dakota no Mato Grosso do Sul
O roteiro de avaliação da Dakota no Mato Grosso do Sul Crédito: Reprodução

CONCORRÊNCIA FORTE

Além das quatro citadas, a Dakota vai concorrer com outros produtos movidos a diesel como GWM Poer, JAC Motors Hunter, Mitsubishi Triton, Nissan Frontier e Volkswagen Amarok. É uma disputa forte, com grande influência das vendas diretas, que beneficia com desconto robustos compras com CNPJ e para produtor rural. 

Nesse cenário, a Bahia precisa de mais atenção da Stellantis. Nas duas principais praças do estado, Salvador e Feira de Santana, o negócio é tocado por concessionários de outros estados. Esses grupos não compreendem a regionalização e a marca tem uma participação de mercado abaixo da média.

O utilitário da Ram é produzido na Argentina e tem capacidade para transportar até 1.020 kg
O utilitário da Ram é produzido na Argentina e tem capacidade para transportar até 1.020 kg Crédito: Antônio Meira Jr.

DAKOTA JÁ FOI DODGE

Até 2009, Ram era parte da Dodge. A partir daí, foi desmembrada como uma divisão independente, comercializando vans e picapes. No Brasil, a empresa só opera com picapes: Rampage, 1500, 2500, 3500 e, agora, com a Dakota.

Porém, a Dakota já foi produzida no Brasil pela Dodge, antes da empresa americana que pertencia na época à Chrysler se unir com a Fiat e, posteriormente, com a PSA. Dessa forma, entre 1998 e 2001, a Dodge Dakota foi produzida em Campo Largo, no Paraná, e tinha até motor V8.

Naquela época, a Dakota brigava no topo, dessa vez a disputa é com as configurações intermediárias da maioria dos concorrentes.

*O JORNALISTA VIAJOU A CONVITE DA RAM