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Thais Borges
Publicado em 8 de maio de 2026 às 09:32
Nem todo mundo sabe, mas o tratamento para disfunção erétil pode ser um aliado na prevenção de doenças cardiovasculares silenciosas. Ainda que a condição seja tratada por muitos como um tabu, médicos enfatizam que é um sinal de alerta: a dificuldade persistente de manter ou chegar a uma ereção satisfatória pode anteceder em até três anos eventos graves como infarto e AVC. >
Cerca de 50% dos homens com mais de 40 anos apresentam algum grau de disfunção erétil, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Urologia. A entidade avalia que milhões de brasileiros convivem com o problema, muitas vezes sem procurar ajuda médica.>
Falha na ereção pode ser primeiro aviso de infarto e AVC; veja como prevenir
De acordo com o urologista Rodolfo Favaretto, o problema vai além da vida sexual e deve ser encarado como um possível marcador precoce de doenças vasculares. “A ereção depende diretamente de um bom fluxo sanguíneo. Os vasos do órgão sexual masculino são mais finos do que os do coração. Por isso, muitas vezes os sinais aparecem primeiro na função erétil e só anos depois surgem problemas mais graves, como infarto ou AVC”, diz.>
A disfunção erétil está diretamente ligada a fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo, que são também os fatores de risco para doenças cardiovasculares. Segundo Favaretto, muitos homens acabam recorrendo a medicamentos por conta própria sem investigar a verdadeira causa do problema, atrasando diagnósticos importantes.>
“Muitas vezes o paciente acha que é apenas cansaço ou estresse e tenta resolver sozinho. Mas a disfunção erétil pode ser um pedido de socorro do organismo. O homem precisa entender que procurar ajuda médica é um cuidado com a saúde como um todo”, enfatiza o urologista.>
O médico destaca ainda que mudanças simples no estilo de vida podem melhorar significativamente o quadro em muitos pacientes, principalmente quando o diagnóstico é feito precocemente. “A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso, redução do consumo de álcool e abandono do cigarro ajudam não só na saúde cardiovascular, mas também na melhora da função sexual. Em muitos casos, o corpo responde muito bem quando o paciente muda os hábitos”, acrescenta.>