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Petróleo dispara, gasolina sobe e Brasil pode ter novos aumentos

Escalada da guerra eleva preços globais, pressiona combustíveis no país e ameaça encarecer ainda mais o custo de vida

  • Foto do(a) author(a) Rodrigo Daniel Silva
  • Rodrigo Daniel Silva

Publicado em 4 de abril de 2026 às 05:00

Petróleo já subiu cerca de 40% desde o início da guerra
Petróleo já subiu cerca de 40% desde o início da guerra Crédito: Divulgação/Petrobrás

Os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã já chegaram ao Brasil e começaram a pesar no bolso da população, com a alta nos preços do diesel e da gasolina. E a tendência é de agravamento. Reportagem do prestigiado jornal inglês Financial Times aponta que o petróleo pode subir ainda mais diante da intensificação do conflito e do fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, o que pode interromper por meses as exportações do Oriente Médio.

Em meio à escalada da crise, o barril de petróleo já atingiu a marca de 100 dólares. O Brent, referência internacional, acumula alta de cerca de 40% desde que o presidente americano Donald Trump iniciou a guerra. Analistas e operadores de Wall Street - principal centro financeiro do mundo, em Nova York - alertam que a escassez de oferta pode levar à falta de combustíveis de transporte e outros derivados, ampliando os impactos na economia global.

“O mercado enfrenta uma escassez aguda de produtos – diesel, combustível de aviação, (gás liquefeito de petróleo) e nafta – que simplesmente não podem ser consumidos porque não estão disponíveis”, declarou Natasha Kaneva, analista do J.P. Morgan, em entrevista ao Financial Times.

A possibilidade de fechamento do Estreito de Ormuz é tratada como um cenário extremo. “Fechar o Estreito de Ormuz deveria ser o apocalipse do petróleo”, disse Jim Krane, do Baker Institute da Universidade Rice. “Pode ficar muito pior do que já está”.

Além da guerra, declarações do presidente americano também têm contribuído para a volatilidade dos preços. Para o Instituto de Estudos de Energia de Oxford (OIES), o episódio evidencia o peso de manifestações políticas em um mercado altamente sensível a riscos geopolíticos e interrupções de oferta.

“A administração dos EUA tem intervindo pesadamente no mercado de petróleo por meio de fluxos de informação e mensagens, que nem sempre são precisas ou corretas”, afirma Bassam Fattouh, diretor do IOES.

No Brasil, os impactos já começam a se espalhar. A Petrobras confirmou nesta semana um aumento de 54,63% no preço do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras. Embora mais de 80% do QAV consumido no país seja produzido internamente, os preços seguem a paridade internacional, o que amplia os efeitos das oscilações do petróleo.

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os combustíveis representam cerca de 30% dos custos totais das companhias aéreas. Por isso, especialistas estimam que as passagens aéreas podem subir até 20% com a alta do querosene de aviação.

Mesmo com a produção recorde de petróleo e gás natural registrada em fevereiro - 5,304 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) -, o Brasil ainda depende da importação de derivados como diesel, gasolina e querosene de aviação. A Petrobras projeta alcançar a autossuficiência em diesel em até cinco anos, mas, até lá, o país segue exposto às oscilações do mercado internacional.

*Com informação das agências