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Thais Borges
Publicado em 28 de maio de 2026 às 10:51
O Relatório de Gestão Fiscal (RGF) de Salvador para o primeiro quadrimestre de 2026 mostrou redução de dívida, fortalecimento de caixa e ampliação de recursos para políticas públicas. Os números foram apresentados na última quarta-feira (27) na Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização da Câmara de Vereadores. >
A dívida consolidada do município foi reduzida em R$180 milhões, em comparação a dezembro de 2025, o equivalente a uma queda de 4,5%. Na avaliação da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), o resultado reflete o esforço contínuo para manter a sustentabilidade fiscal e ampliar a capacidade de investimento da cidade. A redução tem relação direta com as amortizações das operações de crédito externas, que tiveram queda de 8,5%.>
De acordo com o relatório, mesmo com a queda das transferências do Sistema Único de Saúde (SUS), o município ampliou os investimentos realizados na saúde. Nos primeiros quatro meses do ano, foram aplicadas 22,5% das receitas provenientes de arrecadação no setor - o mínimo constitucional é de 15%. O montante representa R$616 milhões aplicados, sendo R$205 milhões acima do valor exigido por lei. No mesmo período do ano passado, o índice foi de 20%, demonstrando crescimento do investimento no setor em 2026.>
“Salvador tem feito um esforço consistente para garantir que a população continue recebendo atendimento de qualidade, mesmo diante da redução de repasses da União. Temos ampliado o investimento com recursos próprios porque entendemos que cuidar da saúde do cidadão soteropolitano é prioridade absoluta da gestão. Esse equilíbrio entre responsabilidade fiscal e compromisso social é o que permite à cidade avançar com segurança”, diz a titular da pasta, Giovanna Victer.>
Além disso, o relatório também apontou avanço no resultado nominal. A disponibilidade de caixa bruta passou de R$1,773 bilhão para R$2,048 bilhões nos últimos quatro meses, o que pode indicar fortalecimento da segurança fiscal do município e garantir maior capacidade para execução de políticas públicas e investimentos estratégicos.>
A apresentação do Relatório de Gestão Fiscal cumpre determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sancionada em 4 de maio de 2000.>