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Você deixa a toalha molhada no banheiro? Especialistas fazem alerta sobre os riscos

No período de chuvas, o hábito pode agravar infecções e alergias

  • Foto do(a) author(a) Thais Borges
  • Thais Borges

Publicado em 7 de junho de 2026 às 06:00

Deixar a toalha molhada no banheiro pode trazer riscos à saúde; entenda
Deixar a toalha molhada no banheiro pode trazer riscos à saúde; entenda Crédito: Pexels

Em meio às chuvas que atingem a Bahia nos últimos tempos, tanto quem vive em cidades úmidas como Salvador quanto em cidades com clima mais seco, como Vitória da Conquista, precisa se cuidar mais para evitar viroses respiratórias. O que nem todo mundo sabe é que um hábito aparentemente inofensivo - além de comum - pode contribuir para problemas de saúde: deixar a toalha molhada no banheiro.

Segundo o Instituto Nacional de Nacional de Meteorologia, Salvador e outras cidades do litoral baiano registram, ao longo do ano, níveis médios de umidade do ar frequentemente acima dos 70%, chegando a mais de 80% em períodos chuvosos, como agora. O problema é que isso favorece a proliferação de fungos, bactérias e outros microrganismos que afetam a pele e o sistema respiratório.

Deixar a toalha molhada em ambientes fechados e pouco ventilados, como banheiros, é o cenário perfeito para isso, de acordo com a médica infectologista Caroline Barbosa, professora da Afya Salvador. Até os banhos quentes podem potencializar essa condição, sem contar os resíduos de células da pele que podem ficar acumulados no tecido das toalhas.

“Dependendo do grau de contaminação de cada pessoa, podem surgir irritações de pele, dermatites, acnes, micoses, conjuntivites, e até agravamento de alergias respiratórias, se a pessoa tiver supressão imunológica”, diz ela, citando grupos como idosos e crianças.

Já o cirurgião plástico Manoel Peso, professor da Afya Educação Médica Vitória da Conquista, explica que esse tipo de situação não está restrito às toalhas. Assim, roupas úmidas e molhadas também devem ser evitadas, em especial neste período do ano.

“Nessa época, é muito propício que as pessoas fiquem mais juntas por causa da chuva, do clima, por isso estamos no período de viroses respiratórias. Aumentam as bronquiolites, que são infecções secundárias a uma gripe forte”, diz ele, citando também que pneumonias graves podem virar as chamadas síndromes respiratórias agudas graves (SRAG). Sem os devidos cuidados, essa condição pode levar à morte.

Esquecer roupas lavadas na máquina de lavar ainda úmidas também é uma situação de risco. É comum que isso favoreça o aparecimento de fungos, como o mofo. “Se isso acontecer, o ideal é você passar água novamente na roupa ou colocar exposta ao Sol direto. Eu aconselho até a lavar de novo, porque vai ficar o cheirinho de mofo. Não são só bactérias e vírus que causam infecções respiratórias. Fungos também”, enfatiza.

Troca

Assim, o ideal é trocar a toalha usada a cada dois ou três dias de uso. Se elas ficarem úmidas por muito tempo, esse intervalo pode ser até menor, especialmente se não é possível deixá-las em um local ventilado. Segundo a médica infectologista Caroline Barbosa, o ideal é que sejam lavadas com sabão neutro. Se possível, devem ser toalhas de algodão, porque é mais fácil fazer a limpeza desses tecidos.

“Se o indivíduo já tiver alguma alergia comprovada a determinado componente, é necessário avaliar qual é o sabão neutro, qual é a composição química. Depois de usar a toalha, deixa secar e pode trazer para o banheiro e pendurar”, explica Caroline.

Além disso, ela reforça a importância da higiene básica pessoal para a saúde, a exemplo de banhos diários e troca de roupas com a frequência rotineira. “Toalhas de rosto devem ser trocadas diariamente ou, no máximo, a cada dois dias, porque ficam em contato com o rosto. Além disso, é necessário ter uma toalha de corpo e uma toalha para o rosto, porque a pele da face é mais sensível e está mais exposta a todos os agentes”, orienta a infectologista.

Roupas íntimas devem ser trocadas diariamente, enquanto roupas de cama precisam ser renovadas pelo menos uma vez por semana, segundo o cirurgião plástico Manoel Peso, para evitar alergias.

A frequência de banhos por dia também não deve ser em excesso. “Tudo que é demais faz mal. Se a pessoa toma quatro, cinco banhos por dia, vai desidratar a pele. Depois do banho de piscina, pode fazer a hidratação da pele, assim como quando a pessoa vai à praia e toma muito sol”, acrescenta. Outro ponto é a temperatura da água. “Não deve estar quente demais porque desidrata”, completa.