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Análise: Goleada no Ba-Vi jogou a pressão do Bahia para o Vitória

Tricolor deixou Z4, fez as pazes com a torcida e abriu feridas no rubro-negro

  • Foto do(a) author(a) Vitor Villar
  • Vitor Villar

Publicado em 23 de julho de 2018 às 10:17

 - Atualizado há 3 anos

. Crédito: Betto Jr./CORREIO

Você acha que é um profundo conhecedor do futebol? Talvez seja melhor revisar, de vez em quando, os seus conceitos. Este é um esporte que pode, com alguma frequência, surpreender. Tome como exemplo tudo o que aconteceu domingo (22), na Fonte Nova. Em pouco mais de uma hora, a crise institucional abandonou o Bahia e aportou no Vitória. 

Aos 21 minutos do segundo tempo, o placar estava 4x0 para o Bahia. Quer dizer, a equipe que entrou, literalmente, em conflito com sua torcida dois dias antes, aplicava uma goleada sobre o seu maior rival. Justamente o time que, nos seis jogos anteriores, havia marcado apenas dois gols e vinha sendo criticado pela torcida por causa disso. Fez quatro em uma partida. E que partida: goleada de 4x1 na Fonte Nova, pela 14ª rodada da Série A.

O Vitória, por sua vez, vinha em recuperação na tabela, assim como da sua confiança. O rubro-negro, tão marcado por ter a pior defesa da Série A, comemorava o fato de não ter sofrido gol em três dos quatro últimos jogos. Pois bem, sofreu quatro de uma vez. Agora são 27 gols sofridos em 14 jogos – média de quase dois por rodada.

Nessa hora, vêm todos aqueles números de tabu na cabeça do rubro-negro. A saber: já são nove Ba-Vis sem um triunfo sequer. Nos últimos cinco clássicos, todos sob o comando de Vagner Mancini, foram só derrotas. Duas, inclusive, no Barradão, ainda que uma delas tenha sido por causa do regulamento, quando o time perdeu por falta de jogadores em campo.

Tem mais, torcedor. A goleada foi a maior sofrida pelo Leão diante do seu rival em uma década. A última havia sido no dia 20 de abril de 2008, também 4x1 em pleno Barradão, pelo estadual. Detalhe: aquela foi a estreia de Mancini num Ba-Vi, em sua primeira das quatro passagens pela Toca do Leão.

De lá para cá, o rubro-negro foi quem havia se acostumado a não perder para o rival. Chegou a passar nove Ba-Vis sem derrota, entre 2012 e 2013. O mesmo jejum, coincidentemente, do Leão agora.

Em meio a esse tornado de números, aparecem os dois técnicos. Sem conseguir um triunfo nos últimos clássicos, Mancini é o maior derrotado desta trama. Enderson Moreira, que já tinha o seu trabalho questionado, poderá trabalhar com mais calma - pelo menos até o próximo jogo, quarta (25), contra o Cerro, pela Copa Sul-Americana.

Claro que nada disso é permanente. O Bahia, apesar da goleada, acabou de sair da zona de rebaixamento. O Vitória, apesar da derrota, está só um ponto atrás do tricolor. Ambos rondam o Z4, um em 13º e outro em 16º. Mas pode analisar o moral dos seus colegas nesta segunda-feira, torcedor: para onde foi a crise?