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Bahia é estado brasileiro que mais reduziu trabalho infantil, diz estudo

Quase 350 mil crianças e adolescentes saíram do mundo do trabalho, segundo dados do PNAD

  • Foto do(a) author(a) Lara Bastos
  • Lara Bastos

Publicado em 22 de dezembro de 2015 às 17:32

 - Atualizado há 3 anos

A Bahia foi o estado brasileiro que mais reduziu o trabalho infantil, em números absolutos, entre os anos de 2002 e 2014. Cerca 350 mil crianças e jovens entre 5 e 17 anos saíram do mundo do trabalho no período analisado, segundo análise divulgada nesta terça-feira (22) pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2002, 647 mil crianças e jovens trabalhavam na Bahia. Em 2014, esse número reduziu para 296 mil. Em números relativos, a redução representou uma queda de 54% na quantidade de crianças e jovens trabalhando. A população jovem da Bahia também reduziu. Em 2002 o estado tinha 3,9 milhões pessoas entre 5 e 17 anos, contra 3,35 milhões em 2014. Uma redução de 13,5%.(Foto: Arquivo Correio)O diretor de pesquisas da SEI, Armando Castro, credita a redução do trabalho infantil a programas sociais do governo, como o Bolsa Família. "O aumento da renda familiar diminui a necessidade de entrada no mercado de trabalho pelos mais novos”, avalia.A diretora geral da superintendência, Eliana Boaventura, ressalta o acesso à escola como um dos dados positivos trazidos pelo estudo. "Ainda estamos longe de erradicar o trabalho infantil na Bahia, mas há avanço. A análise mostra esse declínio do trabalho infantil e a ascensão da educação", afirma. Ao todo, 27 mil pessoas de 12 mil domicílios em mais de 80 municípios baianos fizeram parte da amostragem da pesquisa.O menor índice de inserção no mercado, 82%, foi registrado entre crianças de 5 a 9 anos. De 38 mil crianças em situação de trabalho em 2002, o estado passou a contar com 7 mil em 2014. A variação também foi significativa na faixa etária dos 10 aos 13 anos, com uma redução de 68%. A queda representa 114 mil crianças dessa faixa de idade deixando o trabalho infantil.

Entre os adolescentes com 14 e 15 anos, verifica-se uma redução de 41%, o que significa que 72 mil adolescentes deixaram de trabalhar no período. Em 2014, 104 mil jovens nessa idade tinha ocupação, o equivalente a 16,3% da população dessa faixa etária. A partir dos 14 anos já é possível trabalhar de forma legal, como menor aprendiz, mas a PNAD não discrimina os adolescentes que trabalham nessa modalidade dos demais. A partir dos 16 anos o adolescente pode trabalhar regularmente com carteira assinada, desde que o emprego não seja periculoso, insalubre ou noturno. A população entre 16 e 17 anos é justamente a que mais trabalha. Em 2014 havia 131 mil jovens com essa idade trabalhando, o equivalente a 23,8% da população dessa faixa etária. Em relação a 2002, a redução foi de 133 mil, ou 15,8%.Mais educaçãoO estudo mostra ainda que os jovens baianos entre 5 e 17 anos estão estudando mais. O índice de crianças e adolescentes que “só estudam” passou de 76,2%, em 2002, para 87,3%, em 2014. O índice dos que conciliam trabalho e estudos também reduziu, passando de 14,2% para 7,3%. Entre os que nem estudavam e nem trabalhavam, o índice cai de 7,1% para 4,1%.