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Perla Ribeiro
Publicado em 23 de maio de 2026 às 12:00
Todo mundo geralmente conhece alguém que, aos 40 ou 50 anos, exibe a vitalidade de uma pessoa muito mais jovem. É o caso do craque português de futebol Cristiano Ronaldo, que, aos 41 anos de idade, vai disputar sua sexta Copa do Mundo e está próximo de marcar mil gols. Em contrapartida, há pessoas cujo organismo parece ter envelhecido de forma acelerada. Não à toa, viralizou recentemente uma foto do ex-atacante argentino Gonzalo Higuaín, que exibe, aos 38 anos, sinais de calvície avançada e uma forma física longe do seu auge nos gramados. >
“Essa diferença não se explica apenas pela aparência ou pela herança genética, mas pelo descompasso entre idade cronológica e idade biológica, um conceito central na ciência do envelhecimento”, afirma o médico doutor em genética e fundador da Genera, marca da Dasa, Ricardo Di Lazaro. >
Envelhecimento saudável
Hoje, pesquisadores já conseguem medir a chamada “idade biológica”, indicador que avalia o estado funcional do organismo independentemente da idade cronológica. E estudos recentes apontam que esse processo pode ser acelerado ou desacelerado por fatores como genética, alimentação, sono, atividade física, estresse e até poluição. >
“Duas pessoas podem ter a mesma idade no calendário, mas organismos completamente diferentes do ponto de vista biológico. É isso que explica por que alguns mantêm vitalidade e performance por mais tempo”, afirma Ricardo Di Lazzaro. Os avanços mais recentes da ciência utilizam biomarcadores ligados ao envelhecimento celular, como os telômeros que são estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomos que funcionam como uma espécie de “capa protetora” do DNA.>
A cada divisão celular, os telômeros tendem a encurtar naturalmente, e esse desgaste está associado ao processo de envelhecimento e ao surgimento de algumas doenças. Por isso, seu comprimento pode servir como um indicador da idade biológica e da saúde celular. Estudos publicados na revista científica Nature Reviews Genetics demonstram que esses modelos conseguem prever, com alta precisão, riscos de doenças e declínio funcional.>
Outra pesquisa recente, publicada no periódico Springer Nature com mais de 40 mil indivíduos, revelou que cada aumento de cinco anos na idade biológica está associado a maior risco de mortalidade. Já revisões científicas divulgadas na Revista Science Direct apontam que obesidade, estresse crônico, sedentarismo, poluição e fatores socioeconômicos têm impacto direto sobre a velocidade do envelhecimento.>
Segundo a Organização Mundial da Saúde, entre 70% e 80% desse processo está relacionado a fatores ambientais e comportamentais e não apenas à genética. “O exercício físico atua diretamente na saúde cardiovascular, muscular, metabólica e cognitiva. Além de aumentar a longevidade, ele melhora qualidade de vida e autonomia ao longo dos anos”, explica Luiz Augusto Riani Costa, médico do esporte do Alta Diagnósticos, marca da Dasa.>
Nesse contexto, cresce a busca por tecnologias capazes de acompanhar indicadores de saúde, performance e recuperação física de forma personalizada. Entre os principais exames e avaliações estão testes cardiológicos como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico, análise de composição corporal, exames metabólicos e hormonais, avaliação funcional, testes de capacidade cardiorrespiratória e acompanhamento de indicadores ligados à performance e recuperação física.>
Fatores do processo de envelhecimento biológico>
A nova fronteira da medicina preventiva>
Além da medicina esportiva, os avanços da genética também vêm transformando a forma como o envelhecimento é compreendido. A Genera, primeiro laboratório brasileiro de genética pessoal, oferece o Genera Aging, painel que analisa variantes genéticas relacionadas à longevidade, metabolismo, saúde cardiovascular e predisposição ao envelhecimento biológico.>
A ideia de que o envelhecimento pode ser monitorado e influenciado já começa a redefinir a medicina preventiva. O foco deixa de ser apenas viver mais e passa a incluir o chamado healthspan período da vida vivido com saúde, autonomia e funcionalidade.>
“O estilo de vida funciona como um direcionador desse processo. Dieta equilibrada, atividade física e sono adequado ajudam a manter o corpo em funcionamento saudável, enquanto sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool aceleram o envelhecimento biológico. Envelhecer é inevitável, mas hoje já conseguimos medir esse processo com muito mais precisão e entender como hábitos cotidianos podem acelerar ou desacelerar o ritmo do envelhecimento”, finaliza Ricardo Di Lazzaro.>