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Combate à dengue é alvo de polêmica entre poder público

SMS e Sesab trocam acusações sobre procedimentos de combate à doença

  • D
  • Da Redação

Publicado em 2 de março de 2009 às 10:16

 - Atualizado há 3 anos

Tanto a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) quanto o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed) contestaram as declarações da coordenadora de controle de doenças de transmissão vetorial da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), Jesuína Castro, feitas em entrevista publicada na edição de domingo do CORREIO. Jesuína apontou falhas das gestões municipais do interior e da capital no combate à dengue e criticou os médicos pelo desconhecimento em fazer o diagnóstico da doença. As declarações provocaram mal-estar entre a Sesab, a classe médica e os órgãos de saúde dos municípios, particularmente a SMS. Na entrevista, quando disse que “o combate à dengue está fragilizado”, Jesuína bateu forte na subnotificação em Salvador. Segundo ela, se normalmente a notificação oficial costuma ficar emtorno de um terço do total, ou seja, três vezes mais casos de dengue do que se conhece; na capital baiana “deve haver uns dez casos não registrados pelos serviços municipais para cada caso registrado”. O trabalho dos agentes de endemia foi alvo de crítica de Jesuína CastroJesuína disse não haver uma busca desses casos no município e que 70% dos casos notificados são de unidades do estado. “Chego para capacitar o médico e encontro seis pacientes com suspeita de dengue grave não notificados”, disse ela. A coordenadora municipal do Plano de Contingência da Dengue, Lucélia Magalhães, rebateu duramente as críticas e classificou-as de “levianas”, considerando-as um mero palpite. “Ela não conhece nada do nosso trabalho. O sistemade notificação da prefeitura é interno. Subnotificação existe, mas dizer que ela é maior em Salvador é uma leviandade”, disparou. Lucélia vê politicagem nas declarações. “A fala me parece mais política que técnica”. As críticas de Jesuína Castro também foram direcionadas aos médicos. Para ela, há uma resistência dos profissionais, principalmente do município, em notificar a dengue. “O desconhecimento maior é sobre como se faz o diagnóstico”, atestou.Mas o presidente do Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), José Caires, se disse surpreso com tal declaração, a qual considerou “inconsequente”. “Faltam médicos e os postos estão superlotados. Não há condições de trabalho decentes. Como eu vou cobrar que uma pessoa que atende 120 pacientes em 12 horas notifique cada uma das suspeitas de dengue?”, indagou.O presidente do sindicato diz ainda que a maioria dos médicos é perfeitamente capaz de diagnosticar a doença. “Colocar a culpa nos médicos é ser inconsequente”. ControleA coordenadora da Sesab também chegou a taxar como “de baixa qualidade” o trabalho executado no controle do vetor e identificação de criadouros da dengue. Jesuína disse ter constatado uma incapacidade e até descaso por parte de alguns agentes em encontrar focos do mosquito. Tal falha teria sido identificada ao se colocar equipes do estado para analisar os mesmos imóveis que agentes do município tinham acabado de visitar. “O agente ia lá e dizia que não tinha foco. A nossa equipe ia e os encontrava”. A coordenadora da SMS não só não aceitou que seus agentes fossem desqualificados como duvidou que a Sesab tenha entrado nas residências. “Desconheço visitas domiciliares do estado. A Sesab não faz esse tipo de trabalho”.(Reportagem publicada na edição impressa do CORREIO de 2 de março de 2009)