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Mariana Rios
Publicado em 26 de maio de 2026 às 06:00
Ela aparece no caminho da praia, nas áreas verdes da cidade, nas serras e até no quintal de casa. Embora ocupe menos de 20% do território baiano, a Mata Atlântica é o bioma predominante nas cidades onde vivem quase 6 em cada 10 baianos. Dados do IBGE mostram que o bioma segue presente nas maiores cidades do estado — e também entre os mais ameaçados do Brasil.>
As informações foram divulgadas pelo instituto em referência ao Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado quarta-feira (27). Segundo o IBGE, cerca de 8,7 milhões de baianos — o equivalente a 58,9% da população estimada do estado em 2025 — vivem em cidades onde o bioma é predominante. >
Apesar disso, a Mata Atlântica ocupa apenas o terceiro lugar em extensão territorial na Bahia. O bioma cobre cerca de 19% do território estadual, o equivalente a aproximadamente 107 mil quilômetros quadrados. A Caatinga lidera, presente em cerca de 54% do estado, seguida pelo Cerrado, com 27%.>
Os dados mostram ainda que a Mata Atlântica está presente em quase metade dos municípios baianos — 200 cidades, ou 48% do total. Em 174 delas, o bioma ocupa a maior área territorial, ficando atrás apenas da Caatinga em predominância municipal.>
Entre as dez cidades mais populosas da Bahia, oito têm a Mata Atlântica como principal bioma: Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus e Porto Seguro. As exceções são Juazeiro, onde predomina a Caatinga, e Barreiras, com predominância do Cerrado.>
O IBGE destaca que a ocupação histórica do litoral brasileiro ajuda a explicar por que a Mata Atlântica é hoje um dos biomas mais ameaçados do país. Em 2022, quase duas em cada dez espécies da fauna e flora do bioma estavam extintas ou ameaçadas de extinção. Foram 2.174 espécies nessa situação, o maior número absoluto entre todos os biomas brasileiros.>
Criado em 1999, o Dia Nacional da Mata Atlântica faz referência à Carta de São Vicente, assinada em 27 de maio de 1560 pelo padre José de Anchieta, documento considerado uma das primeiras descrições da biodiversidade das florestas tropicais nas Américas.>