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Neoenergia Coelba renova concessão até 2057 e nomeia primeira mulher para presidência

Distribuidora anunciou ainda um investimento de R$ 24,7 bilhões nos próximos cinco anos

  • Foto do(a) author(a) Maria Raquel Brito
  • Maria Raquel Brito

Publicado em 13 de maio de 2026 às 18:40

Fabiana Lopes é a primeira mulher a presidir a Coelba
Fabiana Lopes é a primeira mulher a presidir a Coelba Crédito: Ulisses Dumas/Divulgação

A Neoenergia Coelba entra em uma nova etapa. A distribuidora de energia anunciou nesta quarta-feira (13) a mudança da presidência, antes exercida por Thiago Guth. Quem assume em seu lugar é Fabiana Lopes, que torna-se a primeira mulher a presidir a Coelba.

Fabiana tem uma trajetória de mais de 20 anos no setor elétrico. Esteve desde 2023 à frente da Neoenergia Cosern, distribuidora do Rio Grande do Norte, à qual levou a receber diversos reconhecimentos durante sua gestão. A Cosern figurou entre as distribuidoras mais bem avaliadas em indicadores regulatórios e de satisfação do cliente na avaliação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ficando em 4º lugar em 2025. Em 2023 e 2025, foi considerada a Melhor Distribuidora do Brasil pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Coelba anunciou nova presidência, prorrogação de contrato e investimento recorde por Ulisses Dumas/Divulgação

A nova presidente descreve o fato de ser a primeira mulher no comando da Coelba como uma responsabilidade grande, principalmente ao considerar a predominância masculina no setor elétrico.

“Estar à frente de uma grande distribuidora como a Coelba certamente abre portas para outras mulheres se enxergarem e entenderem que é possível e que a gente pode chegar onde nós quisermos. Tem que dar certo, vai dar certo para a gente se reafirmar ainda mais e abrir portas para que outras mulheres possam assumir posições de destaque”, disse.

Além do anúncio da mudança de liderança, a nova fase traz duas novidades importantes. A primeira é a prorrogação antecipada da concessão da Neoenergia Coelba por mais 30 anos, até 2057. O contrato foi assinado na última sexta-feira (8) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, do CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui, e do então diretor-presidente da Coelba, Thiago Guth.

“São mais 30 anos que nós vamos estar aqui investindo e nos comprometendo com o desenvolvimento da Bahia”, afirmou Guth, que assume agora a diretoria executiva de distribuição de energia da Neoenergia em todo o Brasil.

A prorrogação da concessão é resultado de um rigoroso processo de avaliação conduzido em âmbito federal pela Aneel, responsável por estabelecer metas e critérios de qualidade para as distribuidoras. A Neoenergia Coelba superou ou cumpriu integralmente todos os requisitos previstos no decreto que rege a renovação, voltados para aspectos como atendimento e metas de qualidade.

O novo contrato de concessão prevê regras de desempenho ainda mais rigorosas, e tem como objetivo aprimorar a prestação do serviço, inclusive com maior resiliência das redes elétricas para o enfrentamento de eventos climáticos severos. Exige cuidados como redes mais resilientes, digitalizadas e inteligentes, e respostas mais rápidas a eventos climáticos extremos, cada vez mais comuns.

A outra novidade é um montante recorde de investimentos entre 2026 e 2030. Estão previstos R$ 24,7 bilhões nos próximos anos, 70% a mais que o ciclo anterior, de 2021 a 2025, quando foram investidos R$ 14,5 bilhões.

“A gente nunca investiu tanto aqui na Bahia como vai investir agora. E certamente isso vai nos impulsionar a buscar os melhores indicadores, trazer novos investimentos, movimentar a economia desse estado e fazer a diferença para todos os baianos. [...] Nós temos um potencial de crescimento e desenvolvimento muito significativo, e não será a energia o gargalo para isso. Então a gente tem aqui o desafio de norte a sul, leste a oeste do estado baiano, colocar a nossa força de trabalho, investir e buscar as oportunidades”, afirmou a presidente.

Investimentos

Ao longo dos próximos cinco anos, o volume de investimentos anunciado será direcionado para quatro principais objetivos: aumento da capacidade energética (R$ 7 bilhões), melhoria da qualidade (R$ 5,8 bilhões), novas ligações (R$ 9,2 bilhões) e tecnologia e infraestrutura operacional (R$ 2,7 bilhões).

Entre outras melhorias, os recursos serão aportados na construção ou ampliação de 126 subestações elétricas e implantação de 44.717 km de linhas de alta e média tensão. A projeção é que sejam injetados mais de 2.974 MVA de potência para atender as demandas energéticas no estado, volume 37% superior ao sistema atual.

Também está em vigor a 12ª etapa do programa Luz Para Todos, o maior da América Latina voltado para a conexão de pessoas sem acesso à energia, que deve fazer nessa próxima etapa 29.500 ligações. Nesta etapa, a prioridade será famílias quilombolas, indígenas e em situação de vulnerabilidade social. Só o programa deve receber mais de R$ 1,1 bilhão.

Os recursos irão para diferentes áreas da Bahia. O litoral do estado deve receber R$ 8 bilhões, destinados a um conjunto de obras para reforço da infraestrutura. O plano é que sejam construídas 23 novas subestações e que outras dez sejam modernizadas e ampliadas. Melhorias também estão previstas para o agronegócio do oeste baiano e a região da Chapada Diamantina.

O Carnaval também vai receber investimentos: mais de R$ 200 milhões voltados para a modernização e expansão do sistema elétrico que atende a folia soteropolitana. Serão construídos cerca de 10 km de rede elétrica nos circuitos oficiais, incluindo trecho subterrâneo.