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Carol Neves
Publicado em 30 de abril de 2026 às 11:17
A memória, os saberes tradicionais e as paisagens quilombolas da Bacia e Vale do Iguape, no Recôncavo Baiano, passam a ter novas oportunidades de valorização cultural e de geração de renda com o projeto “Pés no Quilombo: cirandando nas trilhas do Iguape”. A iniciativa foi lançada na última sexta-feira, 24 de abril, com apoio da Acelen Renováveis e execução do Instituto Mãe Lalu. >
O projeto promove a formação de jovens, mulheres e lideranças comunitárias para atuação em atividades de turismo de base comunitária e também no turismo pedagógico. A proposta é aproximar visitantes da história do território, da ancestralidade quilombola, da culinária local, das trilhas, das águas e dos modos de vida tradicionais da região.>
A ideia central é transformar moradores da comunidade, com destaque para meninas e mulheres, em guias e também gestores do turismo local. Com isso, busca-se ampliar o aprendizado dos visitantes, fortalecer a identidade cultural do território, contribuir para a preservação ambiental e criar novas fontes de renda para a população.>
A formação inclui capacitação de guias e coordenadores, além da organização de quatro circuitos turísticos: “Pés no Instituto”, “Saberes e Sabores”, “Pés nas Trilhas” e “Pés e Olhos nas Águas”.>
Ao todo, participam do processo cinco adolescentes com idades entre 14 e 17 anos, que passam por formação para atuação como guias turísticos. Também integram a iniciativa cinco jovens estudantes que serão preparados como coordenadores de guias, além de cinco mulheres marisqueiras ligadas à Associação de Mulheres Quilombolas e Marisqueiras do Vale do Iguape.>
Segundo a Acelen, o apoio ao projeto reforça o compromisso da empresa com ações de impacto social nas comunidades onde atua, especialmente no Recôncavo Baiano. A avaliação da companhia é que a iniciativa está alinhada a pilares de desenvolvimento territorial e geração de valor nas regiões de operação.>
A Acelen Renováveis também destaca que o projeto se conecta à sua estratégia ligada à transição energética. Em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, está localizada a primeira fazenda dedicada ao cultivo de macaúba, planta nativa usada como matéria-prima para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e diesel verde.>
O plano da empresa prevê o plantio em cerca de 180 mil hectares de pastagens degradadas na Bahia e em Minas Gerais. A estimativa é de que a iniciativa tenha potencial para capturar aproximadamente 60 milhões de toneladas de CO₂. Desse total, 20% das áreas devem ser desenvolvidas em parceria com agricultura familiar e pequenos produtores, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento da transição energética no estado e no país.>