Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Mariana Rios
Publicado em 1 de maio de 2026 às 15:00
A Bahia foi escolhida pelo Ministério da Saúde para integrar o grupo inicial de estados que vão implantar o Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC), uma estrutura voltada ao monitoramento dos impactos das mudanças climáticas na saúde pública. A seleção leva em conta, principalmente, a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos no estado, como longos períodos de seca no semiárido e chuvas intensas em áreas urbanas e costeiras. >
Uma equipe do ministério esteve em Salvador para uma visita técnica que marca o início do processo de implementação. O encontro esta semana reuniu representantes da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) e áreas estratégicas da vigilância em saúde para discutir como o centro vai funcionar na prática.>
A proposta do CISC é antecipar riscos e melhorar a resposta a situações como enchentes, estiagens e ondas de calor, que têm impacto direto na saúde da população — especialmente entre grupos mais vulneráveis. A ideia é usar dados e tecnologia para monitorar cenários em tempo real e orientar ações mais rápidas e integradas do poder público.>
Durante a agenda, foram debatidas formas de integração entre setores e os próximos passos para estruturar o centro no estado. Participaram técnicos da vigilância epidemiológica, ambiental, de emergências em saúde pública e da área de tecnologia da informação.>
Além do suporte técnico, o Ministério da Saúde deve investir em tecnologia e capacitação de equipes para viabilizar a implantação. A expectativa é que o novo centro ajude a preparar melhor o sistema de saúde baiano para lidar com eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos.>