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Vale a pena congelar quiabo? Veja como antecipar a compra e economizar na Semana Santa

Especialistas explicam que a prática não promove perdas nutricionais significativas, desde que feita de maneira adequada

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 26 de março de 2026 às 06:00

Quiabo está mais caro na Feira de São Joaquim
Quiabo na Feira de São Joaquim Crédito: Arisson Marinho/Arquivo CORREIO

Com a proximidade da Semana Santa, uma preocupação começa a surgir para quem segue a tradição de preparar um almoço com comida baiana na Sexta-feira Santa: o preço do quiabo. Como alternativa para contornar possíveis aumentos, é comum antecipar a compra do vegetal, essencial para pratos como o clássico caruru, e mantê-lo congelado até o momento do uso.

A prática é vista com bons olhos por especialistas das áreas de saúde e nutrição, que explicam que não há prejuízos significativos ao alimento. "Congelar quiabo é uma prática segura e inteligente, principalmente para evitar aumentos sazonais de preço, como na Semana Santa, reduzir o desperdício e facilitar o dia a dia", afirma a nutróloga Suzana Viana.

Caruru por Shutterstock

Ela explica que, durante o processo de congelamento, pode haver uma pequena perda nutricional, mas nada relevante na prática clínica. "Pode ocorrer uma leve redução de vitamina C (mais sensível ao frio e ao tempo) e pequenas perdas de algumas vitaminas do complexo B", aponta.

Apesar disso, fibras, minerais, como magnésio e potássio, e compostos antioxidantes são preservados mesmo após o congelamento. "Ou seja, o quiabo congelado continua sendo nutritivo e saudável. Quando bem feito, não há risco à saúde", afirma Viana.

Ao optar pelo congelamento e posterior descongelamento, é preciso estar atento ao fato de que algumas propriedades do alimento podem ser modificadas. Textura, sabor e coloração podem apresentar diferenças em relação ao quiabo fresco. No caso desse vegetal, especificamente, ele também pode ficar mais viscoso,  ou seja, com aumento da famosa “baba”. É o que alerta a nutricionista clínica Lucyulla Araújo.

Ela explica que uma das soluções para alterações como o escurecimento é a aplicação da técnica conhecida como branqueamento. O procedimento consiste em mergulhar o vegetal em água fervente por um intervalo de 2 a 5 minutos. Em seguida, é necessário imergir o alimento em água gelada, aplicando um choque térmico.

"Essa técnica consiste em inativar enzimas como a peroxidase e a polifenoloxidase, responsáveis pelo escurecimento e pela degradação do alimento. Ao provocar esse choque térmico, desativamos essas enzimas e retardamos o processo de deterioração, mantendo características como coloração, sabor, textura e aroma, além de eliminar microrganismos superficiais", explica a profissional.

Cortado e levado diretamente ao congelador, o quiabo pode durar cerca de três meses. Com a aplicação do branqueamento, a durabilidade pode ser ampliada para um período de seis a 12 meses, desde que conservado em temperatura adequada. "Antecipar a compra do quiabo é, sim, uma ótima opção, desde que seja feito o branqueamento e o armazenamento correto", ressalta Araújo.

Veja outros erros comuns no congelamento do quiabo:

  1. Congelar o alimento já em processo de deterioração;
  2. Falta de higiene antes do congelamento;
  3. Descongelar e recongelar;
  4. Armazenar por tempo excessivo (o ideal é até três meses, sem branqueamento).

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Comida Saúde Alimentação