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Açaí pode transmitir Doença de Chagas? Entenda os riscos

No Brasil, a ingestão de açaí produzido artesanalmente tem sido relacionada a casos crescentes de doença de Chagas

  • Foto do(a) author(a) Elaine Sanoli
  • Elaine Sanoli

Publicado em 14 de março de 2026 às 12:00

O açaí tem um grande poder antioxidante, importante para várias funções metabólicas (Imagem: Luis Echeverri Urrea | Shutterstock)
Açaí Crédito: Luis Echeverri Urrea | Shutterstock

O açaí é uma das frutas mais aclamadas em todo o país por sua versatilidade em pratos e sobremesas. Apesar de saboroso e de oferecer uma gama de possibilidades nutricionais, o consumo da fruta sem os devidos processamentos pode trazer riscos à saúde. No Brasil, a ingestão de açaí produzido artesanalmente tem sido relacionada a casos crescentes de doença de Chagas.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o perigo reside na falta do processamento térmico. Para eliminar uma possível contaminação microbiana e inativar o Trypanosoma cruzi, protozoário que transmite a doença de Chagas, o alimento deve ser aquecido em água a uma temperatura entre 80 °C e 90 °C por cerca de 10 minutos. Imediatamente após esse período, ele deve ser colocado em água em temperatura ambiente para realizar o choque térmico, também conhecido como branqueamento.

O açaí fornece energia rápida, melhora a recuperação muscular e contribui para o desempenho físico por Imagem: Vitor Lando | Shutterstock

Além disso, antes mesmo de chegar à etapa de preparo, é necessário que, na fase de seleção, pedras, folhagens e insetos, principalmente o barbeiro (um triatomíneo), sejam removidos para reduzir as chances de contaminação.

Entre os anos de 2007 e 2016, o Brasil registrou cerca de 69% dos casos agudos da doença de Chagas com contaminação por via oral, isto é, por meio do consumo de bebidas e alimentos, conforme dados do Ministério da Saúde (MS). O açaí e o caldo de cana são os alimentos mais associados a esse tipo de contaminação.

Na fase aguda, os sintomas mais comuns são febre por mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas e ferida semelhante a um furúnculo no local de entrada do parasita. Apesar disso, a pessoa contaminada pode permanecer assintomática nesta, que é a primeira fase após a infecção.

A fase crônica pode ocorrer anos depois e frequentemente de maneira assintomática. Mesmo sem sinais aparentes, a doença pode causar problemas no coração, como insuficiência cardíaca, e no sistema digestivo, com aumento do intestino (megacólon) ou do esôfago (megaesôfago).

Além de se desenvolver após o consumo de alimentos ou bebidas contaminadas (via oral), a doença de Chagas pode ser adquirida por via vetorial, quando as fezes do barbeiro infectado entram em contato com feridas na pele ou mucosas após a picada; por meio de sangue ou órgãos transplantados (transfusão ou transplante); de forma acidental, após o contato com material contaminado, frequentemente em laboratórios ou durante a manipulação de animais silvestres; e de maneira vertical, sendo transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou no parto.

Formas de prevenção

De acordo com o Ministério da Saúde, é possível se prevenir da contaminação por Trypanosoma cruzi seguindo uma série de recomendações, além de atenção ao preparo dos alimentos, entre elas:

  1. Usar telas em portas e janelas ou mosquiteiros;
  2. Utilizar repelentes e roupas de manga longa, principalmente à noite e em áreas de mata;
  3. Lavar bem frutas, verduras e legumes com água potável;
  4. Observar os alimentos antes de triturar ou bater;
  5. Manter o local de preparo limpo e protegido;
  6. Guardar alimentos em recipientes fechados;
  7. Realizar orientações e treinamentos para quem manipula alimentos;

Tags:

Saúde Doenças de Chagas