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Wendel de Novais
Publicado em 3 de abril de 2026 às 10:04
Ao desembarcar em Buenos Aires, após deixar o Brasil, a advogada argentina Agostina Páez afirmou ter se sentido "desamparada" durante o período em que permaneceu no país. Ela passou cerca de dois meses sendo monitorada por tornozeleira eletrônica enquanto respondia a um processo por injúria racial na Justiça do Rio de Janeiro. >
A estrangeira ficou conhecida após ser flagrada em vídeo fazendo gestos racistas, imitando um macaco em um bar no Rio de Janeiro, no início deste ano. Em conversa com jornalistas na chegada ao aeroporto, ela aconselhou turistas argentinos a se informarem sobre as leis brasileiras e fez críticas às leis do Brasil, segundo a CNN. >
"A verdade é que não sei; é uma lei do Brasil que é muito severa", afirmou Agostina, comentando a prisão por racismo. "Que (os turistas argentinos) conheçam o contexto das leis. embora eu goste do povo brasileiro, passei por uma situação desagradável. Não significa que ele sejam maus, mas acontecem muitas coisas más no Brasil. E a nós argentinos eles tratam mal isso sim é certo. É preciso ter cuidado", informou. >
Quem é Agostina Páez
A repercussão das declarações foi imediata nas redes sociais, com usuários brasileiros criticando a postura da advogada e apontando que ela não demonstrou arrependimento. A saída do país só foi possível após a retirada da tornozeleira eletrônica, ocorrida no dia anterior, mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 97 mil. >
No Aeroporto Jorge Newbery, Agostina disse ainda que estava "ansiosa para chegar" e classificou o retorno como "incrível", afirmando ter se tornado a "inimiga pública número 1" no Brasil. A medida que permitiu a saída da argentina foi determinada pelo juiz Luciano Barreto Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que concedeu habeas corpus e criticou a manutenção das medidas cautelares impostas anteriormente. >
Advogada argentina foi flagrada fazendo gestos racistas
Ele fixou o pagamento de 60 salários mínimos e autorizou a retirada do dispositivo de monitoramento, além de comunicar à Polícia Federal para liberação da viagem. Agostina utilizava a tornozeleira desde 21 de janeiro, quando passou a responder formalmente à acusação. Em fevereiro, chegou a ser presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, mas teve a detenção revogada poucas horas depois. >
No último dia 24, uma audiência de instrução e julgamento foi realizada com a presença da acusada e de três pessoas que afirmam ter sido alvo das ofensas. >