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Quem é a advogada argentina acusada de racismo no Brasil após imitar macaco para garçom

Vídeos com gestos e sons de macaco levaram à investigação da Polícia Civil

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 19 de janeiro de 2026 às 10:38

Agostina Páez
Agostina Páez Crédito: Reprodução

A influencer e advogada argentina Agostina Páez, de 29 anos, foi presa após ser acusada de injúria racial contra o gerente de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro. O episódio ocorreu na última quarta-feira (14) e é investigado pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), ganhando ampla repercussão depois da divulgação de vídeos nas redes sociais.

As imagens que circularam mostram a turista imitando gestos e sons de macaco durante uma discussão no estabelecimento, enquanto amigas tentam contê-la. O material foi incorporado ao inquérito policial e teria sido gravado pela própria vítima, segundo a polícia.

Agostina Páez por Reprodução

No sábado (17), a Justiça determinou a retenção do passaporte da investigada e o uso de tornozeleira eletrônica. Como Agostina entrou no Brasil apenas com documento de identidade, a medida teve como finalidade impedir que ela deixasse o país. Na manhã do mesmo dia, a argentina esteve na delegacia para prestar depoimento, quando as medidas cautelares foram efetivadas.

De acordo com a PCERJ, a confusão começou após um suposto erro no pagamento da conta. O gerente teria solicitado que a cliente aguardasse enquanto verificava as imagens das câmeras de segurança. Durante a espera, ainda segundo a polícia, a turista passou a proferir xingamentos de cunho discriminatório.

O gerente procurou a 11ª DP (Rocinha) e relatou ter sido alvo de ofensas raciais, incluindo xingamentos verbais e gestos considerados ofensivos.

Além da atuação na área jurídica, Agostina construiu presença nas redes sociais como influencer. No TikTok, chegou a somar mais de 80 mil seguidores, mas o perfil está atualmente desativado. No Instagram, a conta foi suspensa. Ela é natural de Santiago del Estero, no norte da Argentina, e filha de um empresário do ramo de transportes.

O caso também trouxe à tona informações sobre o pai da investigada, Mariano Páez. Segundo a imprensa argentina, ele responde por violência de gênero e foi preso em novembro, acusado de agredir e ameaçar a ex-companheira, a advogada Estefanía Budan. Em dezembro, obteve liberdade provisória, com medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com a vítima e monitoramento.

Ainda conforme o jornal La Nación, Agostina mantém conflitos com a ex-companheira do pai e chegou a apresentar uma queixa contra Estefanía Budan, acusando-a de assédio, difamação e violência digital.

Tags:

Argentina Racismo