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Carol Neves
Publicado em 16 de abril de 2026 às 09:34
Um advogado foi executado com cerca de 30 tiros após ser atraído para um encontro combinado por um cliente nas proximidades do Fórum de Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Pelo crime, ocorrido em maio de 2024, o acusado Diego Caldeira Hastenreter foi condenado essa semana a 31 anos de prisão em regime inicialmente fechado. >
O julgamento terminou por volta das 23h desta quarta-feira (15). Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a prisão preventiva do réu foi mantida para garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal.>
Advogado foi executado próximo a fórum
A vítima, o advogado Pedro Cassimiro Queiroz Mendonça, de 40 anos, foi morta em uma emboscada no dia 27 de maio do ano passado. Conforme as investigações, o autor era cliente do profissional e o assassinato foi motivado por desentendimentos relacionados ao pagamento de honorários.>
“O suspeito manteve contato na data do crime e, cerca de uma hora antes, marcou um encontro para que os desentendimentos fossem resolvidos. A Polícia Civil concluiu que se tratava de uma emboscada. O advogado se encaminhou para o restaurante e foi morto”, afirmou na época o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), Júlio Wilke, segundo o Estado de Minas.>
Conhecido como “Guerreiro”, Diego foi preso posteriormente na cidade de Papagaios, interior de Minas Gerais. As apurações indicaram que ele efetuou aproximadamente 30 disparos de pistola calibre 9 milímetros contra a vítima em um local previamente escolhido e agiu sozinho.>
Histórico no crime>
De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), o acusado já respondia por quatro homicídios consumados e uma tentativa, além de possuir diversas passagens por porte ilegal de arma e envolvimento com o tráfico de drogas. A ficha criminal reúne 19 páginas de registros.>
Há cerca de quatro anos, ele estava foragido e utilizava documentos falsos. Agora, ele pode cumprir pena de 12 a 30 anos.>
O advogado assassinado atuava em sete processos envolvendo Diego “Guerreiro” e também defendia familiares dele com histórico de envolvimento em crimes na região do Barreiro, em Belo Horizonte.>
Ainda segundo a investigação, antes do assassinato o advogado enfrentava problemas pessoais. Ele passava por uma separação conjugal e fazia uso abusivo de bebidas alcoólicas, situação que, conforme a polícia, pode ter contribuído para aumentar tensões no relacionamento com clientes.>
O crime>
No dia do homicídio, o advogado havia saído para o horário de almoço e foi registrado por uma câmera de segurança nos fundos do Fórum de Ibirité fumando e consultando o celular. Instantes depois, pessoas aparecem correndo no que seria o momento dos disparos. A execução ocorreu fora do alcance da câmera.>
No local, a polícia recolheu cerca de 30 cápsulas de munição calibre 9 milímetros. Dois dias após o crime, o veículo suspeito de ter sido utilizado na ação - um Fiat Pálio roubado em 16 de abril, em Matozinhos - foi encontrado abandonado e incendiado em Betim. O carro estava com placas clonadas.>