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Corpo decapitado e com órgãos removidos é encontrado abandonado em parque

Família reconheceu tatuagem e acredita que corpo era de jovem de 23 anos que estava desaparecida desde o início do mês

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 27 de abril de 2026 às 07:54

Parque Ecológico Roberto Burle Marx
Parque Ecológico Roberto Burle Marx Crédito: Reprodução/Google Maps

Uma cena fora do comum interrompeu a rotina no Parque Ecológico Roberto Burle Marx, em Belo Horizonte (MG), na tarde de sexta-feira (25). Durante um serviço de manutenção, trabalhadores localizaram restos mortais em avançado estado de decomposição e acionaram a polícia.

O corpo, que seria de uma mulher, estava em condições extremas: a cabeça havia sido separada do tronco e foi encontrada a cerca de cinco metros de distância. Também havia vísceras expostas e indícios de retirada de órgãos, ainda não detalhados pelas autoridades.

Após a descoberta, policiais militares isolaram a área para preservar possíveis vestígios. A perícia da Polícia Civil realizou os primeiros levantamentos no local, e o material foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Belo Horizonte, onde passará por exames de DNA e análise odontolegal.

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Jovem desaparecida

A identificação oficial ainda não foi concluída, mas familiares de Ketlen Moreira Soares, de 23 anos, desaparecida desde 3 de abril, estiveram em uma unidade no Bairro Flávio Marques Lisboa e afirmaram reconhecer uma tatuagem na perna como sendo da jovem.

Segundo relatos de parentes, Ketlen havia reaparecido recentemente com sinais de agressão física antes de desaparecer novamente. Apesar de, segundo a família, ela já ter o hábito de sair sem avisar, o longo período sem contato motivou a busca por ajuda policial ainda antes da localização do corpo.

O estado dos restos mortais dificulta a perícia, mas a avaliação inicial indica que a morte pode ter ocorrido há mais de duas semanas. A distância entre as partes do corpo levanta hipóteses sobre a dinâmica do caso, incluindo possível ação de animais necrófagos.

A confirmação da identidade dependerá dos laudos periciais e da comparação genética realizada no IML.

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