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Criança autista de 4 anos é morta a pauladas e escondida em saco: 'Escutei só um grito'

Antes de matar menino, ele ainda assassinou cachorro da própria avó

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 12 de maio de 2026 às 08:32

Felipe Palhares Queiroz foi preso pela morte do menino Brenner
Felipe Palhares Queiroz foi preso pela morte do menino Brenner Crédito: Reprodução

Uma criança de 4 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), morreu após ser agredida dentro de casa na noite deste domingo (10), em Frutal, no Triângulo Mineiro. Um homem de 23 anos identificado como Felipe Palhares Queiroz foi preso suspeito do crime e confessou as agressões, segundo a Polícia Militar.

O caso aconteceu por volta das 18h30. Segundo a PM, o suspeito invadiu a residência armado com uma faca e uma ripa de madeira. A mãe do menino, Railda Franciele, de 32 anos, contou que estava deitada com o pequeno Brenner Antony da Silva quando ouviu um barulho no portão.

O crime aconteceu no Dia das Mães, data que Railda passou com o filho. "Como estava esfriando muito, eu falei pra ele dormir um pouquinho. A porta da minha sala ficou aberta, minha janela aberta e eu peguei no sono", contou à TV Integração.

Brenner tinha 4 anos por Reprodução

Logo depois, veio a invasão. “Eu escutei um barulho pulando o portão e depois ele falando que era um assalto. Primeiro, eu achei que era alguém brincando comigo”, relatou em entrevista ao Estado de Minas. 

De acordo com a mulher, o homem entrou no quarto carregando uma corda. “Ele me levou para os fundos da minha casa com uma faca no meu pescoço e amarrou minhas mãos no pau de uma varanda que eu tenho”, afirmou.

Railda disse que conseguiu se soltar e fugir para a casa de um vizinho. “Subi em cima de uma árvore e liguei pra minha tia. Quando falava pra ela que tinha um homem dentro da minha casa roubando, escutei só um grito do meu menino no último e depois silenciou”, lembrou.

A mãe disse que chegou a achar que tudo fosse uma brincadeira, inicialmente. "Eu estava deitada no sofá e ouvi o barulho da ripa de madeira que estava com o Felipe. Ele entrou e anunciou o assalto, inicialmente achei que era brincadeira, mas ele me amarrou com um fio de extensão e levou para os fundos. O Brenner estava caladinho, nunca imaginei que ele fosse fazer algo contra meu filho, até eu ouvir o último choro dele", lamentou.

Conforme o boletim de ocorrência, a criança entrou em crise durante a invasão e ficou agitada. Nesse momento, o suspeito teria usado uma ripa de madeira para atingir a cabeça do menino.

Depois das agressões, o homem fugiu levando a criança dentro de um saco de lixo preto. O menino foi abandonado ainda com vida a cerca de 150 metros da residência.

Moradores encontraram a vítima ferida e acionaram socorro. A criança foi levada ao Hospital Frei Gabriel em estado grave, com traumatismo craniano, chegou a ser intubada, mas morreu pouco depois.

Mãe tentou acordo com agressor

Segundo a PM, a mulher ainda tentou negociar com o invasor e ofereceu fazer um Pix para que ele deixasse a casa sem machucar o filho, mas o suspeito recusou.

O homem foi localizado caminhando perto de uma praça, onde moradores tentavam agredi-lo com enxadas e pedaços de madeira. Ainda conforme a polícia, ele resistiu à prisão e precisou ser contido com gás de pimenta.

Preso, o suspeito afirmou que “perdeu a cabeça”. Conforme o registro policial, ele disse ter agido por vingança porque já havia sido vizinho da família e se incomodava com músicas em volume alto.

A mãe do menino afirmou que conhecia o homem da época em que morava em outro endereço, mas negou qualquer relacionamento ou desavença com ele.

Antes do assassinato, a PM também recebeu denúncias de que o suspeito teria matado o cachorro da própria avó ao jogar o animal em um lago do Parque dos Lagos. Quando os militares chegaram ao local, o cão já estava morto.

A Polícia Civil realizou perícia na residência. Após passar por atendimento médico, o suspeito foi encaminhado para a delegacia.

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Brenner Antony da Silva