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Millena Marques
Publicado em 21 de março de 2026 às 11:49
A defesa do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto admitiu que ele manteve relações sexuais com a esposa, a PM Gisele Alves Santana, antes da morte dela. A informação foi confirmada ao jornal O GLOBO pela defesa do oficial. >
O tenente-coronel, que está preso sob suspeita de feminicídio, afirmou anteriormente que, desde agosto, eles não dormiam no mesmo quarto. Segundo ele, o casal vivia "como irmãos". Ele também afirmoy que teria tentado terminar o relacionamento na manhã em que ela foi encontrada morta. Ele confirmou que teve relação com Gisele após o laudo pericial confirmar a relação sexual. >
Tenente-coronel saiu sem algemas e com bancos traseiros
Segundo a defesa, Neto não se contradisse porque não foi questionado especificamente sobre o assunto. "O investigado afirmou em todas as suas versões que o casal dormia em quartos separados há meses, que não havia mais relação conjugal e que a manhã do dia 18 foi marcada exclusivamente por uma conversa sobre separação, sem qualquer contato íntimo", disseram os advogados ao GLOBO.>
O laudo pericial realizado após a exumação do corpo da PM Gisele Alves Santana, 32 anos, encontrada morta em seu apartamento em 18 de fevereiro, revelou a presença de espermatozoides no canal vaginal. Isso indica que a vítima pode ter tido relações sexuais pouco antes de morrer. >
O pedido de prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi feito após a polícia concluir que a morte da soldada Gisele Alves Santana não foi suicídio, mas um caso de feminicídio seguido de fraude processual. A decisão pela preventiva foi tomada na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo.>
O caso teve uma reviravolta, já que Geraldo alegou que Gisele se matou após ele pedir a separação e só apareceu como investigado na última semana. A situação se inverteu depois da análise de dois dos 24 laudos produzidos por peritos e considerados decisivos para afastar a hipótese inicial.>
Prints mostram comportamento abusivo de tenente-coronel
O caso, registrado inicialmente a partir da alegação de Geraldo, passou a ser tratado como morte suspeita e levou à exumação do corpo da vítima no dia 7 de março. De acordo com os peritos, os exames indicam que a policial foi imobilizada pelo pescoço e não apresentou sinais de defesa. Há ainda indícios de que ela pode ter desmaiado antes de ser atingida pelo disparo.>