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Delegado tentou extorquir R$ 1,5 milhão de traficante do CV para 'encerrar a investigação', aponta PF

Policiais chegaram a emitir intimações contra pessoas próximas ao traficante; esposa, irmão e amigo foram alvos

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 12 de março de 2026 às 09:10

Índio do Lixão foi alvo de tentativa de extorsão de delegado
Índio do Lixão foi alvo de tentativa de extorsão de delegado Crédito: Reprodução

Policiais civis da 44ª Delegacia de Inhaúma, no Rio de Janeiro, teriam tentado extorquir o traficante Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho. Levantamentos realizados pela Polícia Federal revelaram que foi exigido R$ 1,5 milhão para encerrar uma investigação contra o criminoso. As informações são do portal Extra.

De acordo com o documento, o comissário Franklin Alves teria atuado na cobrança sob o comando do irmão, o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, que lidera a unidade. Para pressionar o chefe do tráfico, os policiais chegaram a emitir intimações contra pessoas próximas a Índio do Lixão, entre elas a esposa do criminoso, Fernanda Ferreira Castro, o amigo Luiz Wanderley Pires de Azevedo, conhecido como “Play”, e o irmão dele, Carlos André dos Santos.

A investigação também identificou uma série de conversas interceptadas que detalham a tentativa de negociação para pagamento da propina. Em um dos diálogos, Índio do Lixão pergunta ao interlocutor identificado como Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, o “Dudu”, sobre a situação envolvendo policiais da 44ª DP.

Na conversa, Dudu diz que teria um encontro com Franklin na Barra da Tijuca, acompanhado de um homem chamado Leandro Moutinho de Deus, que estaria disposto a conduzir a negociação. Em outro momento do diálogo, Índio do Lixão se refere ao delegado como “o safado da 44”, ao perguntar sobre o encontro que seria marcado.

As mensagens também indicam encontros presenciais entre os intermediários. Em 26 de abril de 2025, Dudu convidou Leandro para ir até sua casa para realizar uma ligação para Franklin. Após a conversa, Dudu fez anotações em um papel e, mais tarde, enviou um vídeo mostrando a destruição das anotações em uma trituradora. Segundo a análise da Polícia Federal, o conteúdo do papel teria referências a situações ilícitas envolvendo pessoas próximas ao grupo, incluindo menções a carros registrados em nome de terceiros e registros de vídeos com drogas e fuzis.

As conversas também indicam pressão sobre o grupo ligado ao traficante. Em determinado momento, Dudu relata que Franklin teria ameaçado pedir a prisão de todos os envolvidos, o que reforçaria a tentativa de pressionar para que o pagamento fosse feito. Ainda segundo os diálogos, intermediários tentavam negociar uma solução para que a investigação “morresse”, expressão usada nas mensagens para indicar o encerramento do caso.