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Da Redação
Publicado em 23 de março de 2011 às 21:32
- Atualizado há 3 anos
A presidente Dilma Rousseff abriu na noite desta quarta-feira (23) a exposição “Mulheres artistas e brasileiras”, que traz 80 quadros de 49 artistas mulheres do Brasil, entre eles o famoso “Abaporu”, de Tarsila do Amaral.>
Montada a pedido da presidente Dilma, como parte das comemorações do mês da mulher, a exposição faz uma homenagem às principais artistas plásticas brasileiras. A inauguração contou com coquetel para 300 pessoas, com destaque para autoridades femininas dos três poderes.>
"Essa é uma afirmação das mulheres brasileiras, que foram capazes de produzir artistas fantásticas, com talento para expor em todo o Brasil e no mundo", afirmou Dilma, em discurso. A presidente enalteceu o principal quadro da exposição, "Abaporu", dizendo que ele traduz com exatidão a capacidade do Brasil de se apropriar e transformar em algo singular as culturas de outros países.>
"Abaporu quer dizer homem que come gente, home que come homem. No sentido do nosso momento antropofágico, a capacidade de absorver o que tem de universal em todas as culturas e metabolizar em algo particular", disse. Presidenta Dilma Rousseff, Tarsila do Amaral (sobrinha neta) e o presidente do Museu de Arte latino-americano de Buenos Aires, Eduardo F Costantini, participam da cerimônia de abertura da exposição Mulheres, Artistas e Brasileiras Para trazer “Abaporu”, um dos símbolos do período modernista brasileiro, a presidente participou pessoalmente das negociações com o dono do quadro, o empresário argentino Eduardo Constantini. Ele arrematou a obra por R$ 1,5 milhão, em 1995. Desde então, “Abaporu” é exposto em um museu de Buenos Aires. Constantini estava presente na inauguração e foi homenageado por Dilma.>
"Quero agradecer a uma pessoa especial, o empresário Constantini. Abaporu tem uma simbologia toda especial para todos nós brasileiros. E esse é o espírito daqueles que querem ver a arte exposta e não trancada em quatro paredes", afirmou a presidente.>
Segundo o curador da exposição, José Luis Hernández Alfonso, o "Aboporu" precisou ficar em uma parede separada, com uma distância de cerca de um metro do público. O translado do quadro foi feito por policiais e batedores, apenas à noite.>
Assim que chegou ao Palácio do Planalto sob forte esquema de segurança na última quarta-feira (16), a obra ainda precisou ficar por 24 horas fechada para que se adaptasse à umidade e à temperatura do local.>
No discurso, Dilma também elogiou o artesanato brasileiro. A exposição "Mulheres artistas e brasileiras" também conta com bonecas de cerâmica. "Quero falar das nossas bonequeiras, porque temos pintoras de nível internacional e temos também bonequeiras de nível internacional. Essa exposição também evidencia a arte popular", disse.>
A presidente afirmou ainda que fará outras exposições no Palácio do Planalto, com quadros de pintores brasileiros presentes nos bancos públicos, como de Portinari e Di Cavalcanti.>
Acesso O público terá acesso gratuito às obras de quinta (24) até o dia 5 de maio, das 10h às 16h. A exposição foi montada entre os dias 10 e 18 de março. Parte das paredes que estruturam a mostra foram trazidas de São Paulo pelo Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). O museu ainda cedeu 20 obras para a exposição, entre telas, esculturas, desenhos, fotografias, e tapeçarias de 49 autoras brasileiras.>
Dividida em seis partes, a exposição começa pelas pinturas, fazendo uma homenagem às artistas Anita Malfatti e Tarsila do Amaral. A segunda parte é dedicada à técnica ao desenho. Logo em seguida, o visitante poderá conferir obras tridimensionais. Gravuras, fotografias e cultura popular vêm logo na sequência. A última parte da exposição é dedicada ao "“Abaporu"”. As informações são do G1.>