Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 6 de abril de 2026 às 11:30
Emanuele Costa, mãe da bebê Maya Costa Cypriano, de 1 ano e 9 meses, que foi morta pelo padrasto enquanto ela estava em uma entrevista de emprego, fez forte desabafo após o falecimento da criança. De acordo com ela, Lukas Pereira do Espírito Santo, que admitiu a autoria do crime à polícia, não mostrou arrependimento. >
“Ele espancou a minha filha e não teve um pingo de remorso. Não demonstrou nenhuma emoção, não chorou”, disse Emanuele, em relato nas redes sociais. Segundo relatos da mãe da vítima, Lukas ficou sozinho com a menina e, incomodado com o choro, passou a agredi-la com golpes na região abdominal. >
Padrasto matou bebê após se irritar com choro
Mesmo após a criança apresentar sinais de que não estava bem, não houve socorro imediato. Ainda de acordo com relato de Emanuele, o suspeito enviou uma mensagem à mãe afirmando apenas que a filha estava passando mal, sem relatar as agressões. Emanuele contou que não tinha outra alternativa naquele momento. >
“Na quinta-feira [quando aconteceu o caso], a minha mãe me mandou a entrevista de emprego que eu queria muito, principalmente pelo local. Até então, eu não tinha ninguém para ficar com a minha filha. Eu ia sair às 5h e não tinha escolha. Deixei-a com ele porque, até aquele momento, ele nunca tinha feito nada com ela”, explicou. >
Horas depois, já preocupada, tentou contato com o companheiro. “Ele começou a me ligar desesperado por volta de 8h. Lá onde eu estava não tinha sinal. Só consegui falar perto das 10h. Fui correndo para casa e cheguei por volta de meio-dia. Minha filha estava semiacordada, gelada”, disse. >
A bebê ainda foi levada para uma unidade de saúde, mas chegou em parada cardiorrespiratória e não resistiu. Diante dos indícios de violência, profissionais acionaram a polícia. O caso foi registrado inicialmente na 29ª DP (Madureira) e, após a confirmação de morte violenta, passou a ser investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). >
Durante o depoimento, o padrasto apresentou contradições antes de admitir o crime. Ele permanece preso e deve responder por feminicídio, enquanto a Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do caso. >