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Falso PM cria batalhão e faz 200 'recrutas' trabalharem de graça; entenda caso

Suspeito se passava por militar e prometia carreira sem concurso em Minas Gerais

  • Foto do(a) author(a) Esther Morais
  • Foto do(a) author(a) Metrópoles
  • Esther Morais

  • Metrópoles

Publicado em 16 de abril de 2026 às 09:39

Falso PM cria batalhão e faz 200 'recrutas' trabalharem de graça; entenda caso
Falso PM cria batalhão e faz 200 'recrutas' trabalharem de graça; entenda caso Crédito: Gabriel Lucas/Metrópoles

Um homem identificado como Luiz Fernando Dutra é investigado por criar um falso batalhão e recrutar mais de 200 pessoas com promessas de carreira militar em Sabará. Segundo as investigações, as vítimas eram submetidas a uma rotina com regras simuladas, cobranças financeiras e trabalho sem remuneração. As informações são do Metrópoles.

O caso veio à tona após o suspeito ser preso em flagrante no início deste mês, ao tentar aplicar um novo golpe envolvendo uma escola pública.

Soldado: soldo de R$ 1.601,84 + GAPM de R$ 1.418,87 por Rafael Rodrigues/SSP-BA

De acordo com relatos, Dutra se apresentava como tenente-coronel da Polícia Militar, utilizando uniforme e documentos falsos para dar credibilidade ao esquema. No suposto batalhão, ele impunha práticas inspiradas no meio militar, como continência obrigatória, treinamentos e punições financeiras.

Uma das vítimas, a diarista Tatiane Martins, de 32 anos, afirmou que os participantes trabalharam por meses sem receber salário. Segundo ela, também eram cobrados valores por fardas, cursos e alimentação, sob promessa de reembolso e contratação formal, o que não ocorreu.

Os depoimentos indicam ainda que o suspeito firmava contratos, mas não entregava cópias aos participantes, além de prometer benefícios como plano de saúde e auxílios que nunca foram concedidos. Há também denúncias de maus-tratos a animais no local onde funcionava o falso batalhão.

O homem também teria tentado aplicar um golpe em uma empresa de excursões escolares, se passando por capelão da Força Aérea Brasileira e oferecendo uma suposta doação para custear passeios de estudantes. A fraude foi identificada por uma advogada, que acionou a polícia.

Apesar da prisão em flagrante, Dutra foi liberado após o registro por falsidade ideológica, já que não houve prejuízo financeiro consumado nesse caso específico.

Com a repercussão, outras pessoas procuraram a polícia relatando situações semelhantes. O caso segue sob investigação.

Especialistas alertam que promessas de ingresso em carreiras públicas sem concurso são irregulares. Pela Constituição Federal, o acesso a cargos públicos deve ocorrer por meio de concurso.

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