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Esther Morais
Publicado em 4 de junho de 2026 às 08:04
A Keeta, plataforma de delivery pertencente ao grupo chinês Meituan, realizou uma demissão em massa no Rio de Janeiro antes mesmo de iniciar oficialmente suas operações na cidade. Cerca de 200 funcionários foram desligados nesta semana, segundo relatos de trabalhadores afetados pela medida.>
O Rio de Janeiro seria a porta de entrada da empresa no mercado brasileiro, mas a companhia decidiu adiar o lançamento das atividades no estado. Em nota, a Keeta afirmou que precisa priorizar melhorias nos padrões de serviço e solucionar questões que, segundo ela, dificultam a concorrência no setor de delivery no Brasil.>
Empresas que fizeram grandes demissões em 2025
A decisão gerou revolta entre funcionários contratados para o projeto. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o momento em que os colaboradores foram informados sobre os desligamentos. Muitos afirmaram ter deixado empregos estáveis após receberem promessas de crescimento profissional durante o processo de recrutamento.>
Em uma das gravações, uma funcionária questiona a postura da empresa durante uma reunião. “Eu larguei tudo por uma causa que vocês me chamaram naquele hotel, prometendo mundos e fundos. Cadê a maior empresa do mundo? Cadê a empresa bilionária?”, desabafou.>
Apesar dos cortes no Rio de Janeiro, a Keeta informou que manterá aproximadamente 1.200 postos de trabalho já existentes e concentrará seus esforços no desenvolvimento das operações na região de São Paulo.>
A empresa também reafirmou o compromisso de investir R$ 5,6 bilhões no Brasil ao longo dos próximos cinco anos. A estratégia faz parte dos planos da Meituan, um dos maiores grupos de tecnologia e serviços digitais da China, que escolheu o mercado brasileiro como uma das prioridades para sua expansão internacional.>
Criada para disputar espaço com plataformas como iFood e Uber Eats fora da Ásia, a Keeta aposta no potencial de consumo do país, mas enfrenta desafios relacionados à concorrência e à estrutura do mercado brasileiro.>