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Perla Ribeiro
Publicado em 26 de abril de 2026 às 13:44
Alexandre Barros Neves, 50 anos, foi preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, 20, após o réveillon em Guarujá, no litoral de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Civil, a vítima teria sido executada em uma espécie de tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC). A corporação suspeita que a vítima tenha sido 'condenada à morte' por suspeita de integrar uma facção rival, o Comando Vermelho (CV). Maria Eduarda sumiu no dia 2 de janeiro, mas a polícia só confirmou a morte dela em 19 de fevereiro, quando quatro pessoas foram presas por participação no crime. >
Policiais militares cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Alexandre, na tarde de sexta-feira (24), na Alameda dos Lírios, no bairro Vila Santo Antônio, em Guarujá. A polícia informou que os agentes realizavam uma operação para prevenção de roubos, quando abordaram o suspeito e constataram que ele estava sendo procurado pela Justiça. Alexandre estava acompanhado de um homem, que foi liberado e não teve a identidade divulgada.>
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Segundo a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Alexandre e outros dois homens que já foram presos por participação no crime exerciam funções ativas na organização criminosa, atuando na fiscalização, arrebatamento e execução de possíveis rivais no chamado 'tribunal do crime'. Conforme apurado pela Polícia Civil, Alexandre teria sido o responsável por iniciar a caçada atrás de Maria Eduarda e do namorado, que acabou sendo liberado após ser sequestrado com a vítima. As investigações apontaram que o suspeito enviou uma foto da jovem e pediu informações sobre a localização dela em um grupo com integrantes da organização criminosa.>
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As investigações apontaram que a vítima foi arrebatada e morta por integrantes do crime organizado da região, com apoio de um motorista de aplicativo e de um casal. Além de Alexandre, outras cinco pessoas foram presas. Embora o corpo da jovem ainda não tenha sido encontrado, o delegado Thiago Nemi Bonametti, da 3ª Delegacia de Homicídios, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, explicou ao G1 que o modus operandi, o sinal do celular da vítima e os relatos de testemunhas confirmaram a morte de Maria Eduarda. As investigações continuam para localizar o corpo.>
Maria Eduarda ostentava armas de fogo, usava símbolos e fazia menções ao CV em publicações realizadas nas redes sociais há cerca de um ano. "Isso [publicações] chamou atenção do próprio crime organizado rival na região. Ela estava morando aqui agora e [...] eles começaram a tentar identificar onde ela estaria, já que fazia várias menções a essa facção criminosa rival", afirmou o delegado na ocasião.>
Na época do desaparecimento, a mãe de Maria Eduarda, a balconista Claudieli Natali Cordeiro, de 34 anos, contou ao g1 que a filha se mudou de Curitiba (PR) para Guarujá com o namorado, aproximadamente três meses antes de sumir. Claudieli também disse ter sido informada pelo namorado da filha que a jovem havia sido sequestrada sob a acusação de integrar o CV. A mãe afirmou que Maria Eduarda tinha antecedentes por tráfico de drogas de quando ainda era adolescente, mas ressaltou que, até onde sabia, a jovem estava trabalhando na praia e não tinha mais envolvimento com o crime.>