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Influencer é presa suspeita de vender shampoo de cavalo para uso humano nas redes sociais

Raylane, que é também médica-veterinária, usava as redes sociais, onde possui mais de 500 mil seguidores, para divulgar os produtos e incentivar o uso em pessoas

  • Foto do(a) author(a) Perla Ribeiro
  • Perla Ribeiro

Publicado em 5 de maio de 2026 às 16:08

Influencer é presa suspeita de vender shampoo de cavalo para uso humano nas redes sociais
Influencer é presa suspeita de vender shampoo de cavalo para uso humano nas redes sociais Crédito: Reprodução

A médica-veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari, 29 anos, foi presa, em um pet shop, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, nessa segunda-feira (4), por suspeita de manipular e vender shampoo de cavalo para uso em cabelo humano. De acordo com a investigação da Polícia Civil, a prática colocava consumidores em risco. As informações são do G1 MS.

Raylane usava as redes sociais, onde possui mais de 500 mil seguidores, para divulgar os produtos e incentivar o uso em pessoas. Em um dos vídeos, ela afirma ter vendido mais de 20 mil unidades do xampu. A prisão contou com a participação de equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), do Conselho Regional de Medicina Veterinária e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Influencer é presa suspeita de vender shampoo de cavalo para uso humano nas redes sociais por Reprodução

De acordo com informações do boletim de ocorrência, quando os policiais chegaram ao pet shop, no bairro Universitário, um funcionário manipulava um shampoo para cavalo. Ele adicionava 7 ml de um suplemento injetável de uso veterinário ao produto, que depois era fechado novamente e revendido nas redes sociais. A veterinária só chegou ao local depois dos policiais e acabou presa. Ela preferiu ficar em silêncio.

Foram encontrados no estabelecimento produtos já embalados em caixas para envio, com vários destinatários. Segundo a polícia, os compradores adquiriam os itens pela internet. Além dos itens voltados para cavalos, a veterinária também comercializava produtos para cães com a promessa de recuperar cabelos descoloridos. As publicações nas redes sociais chamavam atenção pelo apelo direto ao público.

"Vocês concordam comigo que, se eu sou veterinária, eu posso usar produtos veterinários no meu cabelo, né? Ah, não pode? Olhe aqui o tamanho desse meu cabelão. Não pode é ficar careca", diz Raylane em uma das postagens.

A defesa da médica-veterinária afirmou que ela não produzia os xampus e não tinha conhecimento técnico sobre a composição ou possíveis riscos dos produtos vendidos. Segundo o advogado Ângelo Lourenço Domingo Bezerra, a atuação da cliente se limitava à divulgação nas redes sociais. Ele disse que a fabricação dos itens não era feita por ela e que a veterinária não tem formação em manipulação de substâncias químicas ou biológicas.

Ainda conforme a defesa, não houve intenção de causar prejuízo aos consumidores. O advogado afirmou que a prática seria semelhante à de outros influenciadores digitais, que promovem produtos sem participar do processo de fabricação. Sobre o fato de Raylane ser veterinária, a defesa reconheceu que há uma discussão técnica, mas afirmou que a responsabilidade sobre a indicação correta do uso do produto será apurada pela polícia e analisada pela Justiça.

O advogado também declarou que a cliente apenas divulgava um produto já conhecido e comercializado em outros estados. Segundo ele, não há confirmação, até o momento, sobre a venda de mais de 20 mil unidades, como citado em vídeos publicados pela própria investigada.

A médica-veterinária e influenciadora pagou R$ 4,8 mil de fiança e foi solta na manhã desta terça-feira (5), em Campo Grande. Raylane passou por audiência de custódia e, entre as medidas cautelares determinadas, estão: A suspensão do direito de atuar como médica-veterinária, a permanência em prisão domiciliar e o comparecimento pessoal a todas as audiências.