Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Perla Ribeiro
Publicado em 12 de maio de 2026 às 16:46
O aumento no número de pedidos indeferidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tem preocupado segurados em todo o país. Aposentadorias, benefícios por incapacidade e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) estão entre os requerimentos com maior índice de negativa, muitas vezes após meses de espera. >
Para o especialista em Direito Previdenciário, o advogado Eddie Parish, o crescimento das negativas está ligado a uma combinação de análise mais rigorosa, falhas cadastrais e pedidos mal instruídos. “Hoje o INSS cruza dados de forma automatizada e exige documentação muito mais completa. Se houver qualquer inconsistência ou ausência de prova, o sistema já sinaliza para o indeferimento”, explica.>
Saiba os principais motivos para o INSS negar benefício
De acordo com o advogado Eddie Parish, muitos segurados protocolam o pedido sem revisar o histórico contributivo.“O trabalhador acredita que está tudo correto, mas descobre na análise que há períodos não reconhecidos ou contribuições em atraso. Isso pode inviabilizar o benefício naquele momento”, alerta.>
Benefícios por incapacidade lideram indeferimentos>
Nos pedidos de auxílio por incapacidade temporária e aposentadoria por incapacidade permanente, a perícia médica costuma ser decisiva.“Não basta ter a doença; é preciso comprovar a incapacidade para o trabalho. Laudos genéricos, sem detalhamento da limitação funcional, frequentemente resultam em negativa”, afirma o advogado.>
Como se proteger>
“O pedido previdenciário é técnico. Quando é feito sem planejamento, o risco de negativa aumenta consideravelmente”, reforça o advogado. >
Negativa não significa fim do direito>
Mesmo após o indeferimento, o segurado pode apresentar recurso administrativo ou buscar a via judicial. “Muitas decisões são revertidas quando a documentação é reforçada ou quando o caso passa por uma análise mais aprofundada. O importante é não desistir sem avaliar as alternativas”, conclui Eddie Parish. Diante de um cenário de análises cada vez mais criteriosas, informação e preparo se tornaram fundamentais para garantir o acesso aos direitos previdenciários. >