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Maysa Polcri
Publicado em 6 de abril de 2026 às 15:07
Alana Anísio Rosa, 20, vítima de tentativa de feminicídio em fevereiro deste ano, se pronunciou pela primeira vez após o crime. O agressor, Luiz Felipe Sampaio, atacou a jovem após ser rejeitado pela vítima. Ele invadiu a casa de Alana e a golpeou com 15 facadas, na cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. >
"O que aconteceu comigo não pode, não deve ser esquecido. Apesar de ter sobrevivido, como não acontece com muitas outras vítimas, continua sendo brutal o que aconteceu. Nós, mulheres, não estamos seguras na rua, no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, no lugar onde a gente se sente mais segura, onde a gente deveria estar segura", disse Alana, em vídeo publicado no domingo (5). >
Alana contou que precisava de privacidade, mas decidiu se pronunciar para cobrar justiça. A primeira audiência do caso está marcada para o dia 15 deste mês, em São Gongaço. "Isso não pode ficar impune. O agressor precisa, sim, receber a pena mais dura. A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso 'não' não seja aceito", acrescentou a jovem. >
Enquanto Alana estava internada no Hospital e Clínica de São Gonçalo, a mãe dela, Jaderluce Anísio de Oliveira, deu detalhes sobre o crime. Segundo a mãe, Alana e Sampaio nunca se relacionaram, mas o suspeito começou a seguir a jovem no Instagram, depois a viu numa academia no bairro e afirmou ter se apaixonado.>
De acordo com a mãe da vítima, o agressor mandava buquês de flores e chocolates para a casa da jovem com bilhetes nos quais escrevia frases como "seu admirador secreto" e "a menina mais bonita de São Gonçalo". A mãe disse que o último buquê foi enviado em dezembro do ano passado. Na ocasião, o admirador, que até então se mantinha no anonimato, se identificou e pediu Alana em namoro, o que ela recusou. Alana sofreu cortes no rosto, no pescoço e nos ombros, tendo passado mais de um mês internada. >