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Maysa Polcri
Publicado em 12 de março de 2026 às 19:38
A Justiça Federal em Alagoas determinou que um operador de turismo suspenda a realização de passeios remunerados que são realizados sem autorização ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, em Maragogi. A região é a maior unidade de conservação costeiro-marinha do Brasil, protegida por decreto federal. >
A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF), que ajuizou ação civil pública para impedir a continuidade da atividade irregular. A Justiça determinou que o responsável suspenda qualquer atividade comercial na unidade de conservação sem autorização prévia e válida do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela gestão da área. >
Uma multa de R$ 10 mil foi fixada por cada novo flagrante, além da autorização para apreensão das embarcações utilizadas na atividade irregular ou para adoção de outras medidas punitivas. >
Costa dos Corais é conhecida como 'Caribe brasileiro'
"A ação é direcionada especificamente contra o operador identificado em fiscalizações ambientais realizadas na região e não contra a atividade turística regular desenvolvida por operadores autorizados. O caso envolve um histórico de descumprimento das regras ambientais estabelecidas para a visitação na unidade de conservação federal", afirma o MPF, em nota. >
A prática irregular foi constatada em fiscalizações ao longo dos anos de 2017, 2018, 2024 e 2025 por realização de passeios turísticos em locais não autorizados ou sem permissão do órgão ambiental, com aplicação de multas administrativas. >
Em um dos episódios mais recentes, segundo o MPF, em janeiro de 2025, o passeio turístico foi realizado na piscina natural Lagoa Azul, área cuja visitação está proibida por decisão judicial proferida em ação civil pública anteriormente ajuizada pelo próprio MPF.
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Além da suspensão imediata da atividade irregular, o MPF também pede a condenação do responsável ao pagamento de indenização por danos morais coletivos ambientais, em valor a ser definido pela Justiça, como forma de compensação pelos prejuízos causados ao patrimônio ambiental. >
"A medida judicial busca impedir a continuidade da atividade irregular e garantir a proteção de um dos mais importantes ecossistemas marinhos do litoral nordestino", acrescenta o MPF.
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