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Justiça manda apagar perfil de médica da Fiocruz por espalhar mentiras sobre vacinas

Decisão aponta disseminação de informações falsas sobre imunização e pesquisas científicas

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 20 de maio de 2026 às 08:27

A médica Isabel Braga, associada a Fiocruz
A médica Isabel Braga, associada a Fiocruz Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que a Meta suspenda dois perfis no Facebook atribuídos à médica Isabel de Fátima Alvim Braga, servidora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por publicações consideradas falsas sobre vacinas, pesquisas científicas e atividades da instituição.

A decisão foi tomada em ação apresentada pela própria Fiocruz contra a médica e a rede social, controlada pela Meta. Conforme informou a Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa da fundação, os perfis eram usados para divulgar conteúdos classificados como “falsos, alarmistas e ofensivos” relacionados à saúde pública e à vacinação.

Vacina Meningocócica ACWY:  protege contra a doença meningocócica causada pelos sorogrupos A,C,W e Y. por Reprodução

Segundo o processo, as postagens utilizavam imagens do Castelo Mourisco, principal símbolo arquitetônico da Fiocruz, além de fazer menção ao vínculo funcional da médica com a instituição para dar aparência de legitimidade às mensagens divulgadas.

A fundação alegou que o material publicado poderia induzir a população ao erro, abalar a confiança nas vacinas e prejudicar a reputação de pesquisadores e servidores da entidade.

A Justiça determinou que os perfis sejam bloqueados no prazo de 24 horas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, aplicável tanto à médica quanto à plataforma.

A decisão também obriga a Meta a impedir a criação de novas contas ligadas à autora das publicações e a monitorar conteúdos semelhantes aos já questionados na ação para removê-los.

Na decisão, a Justiça reconheceu que a liberdade de expressão é um direito garantido pela Constituição, mas ressaltou que ela não pode ser utilizada para espalhar desinformação ou ataques que coloquem a saúde coletiva em risco.

O entendimento do Judiciário é de que as publicações ultrapassaram o limite da crítica e indicam, em análise inicial, uma campanha de desinformação contra a Fiocruz. A médica Isabel Braga, associada a Fiocruz — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Meta disse que não comentar o caso. A reportagem não conseguiu contato com a médica.