Kataguiri e Tabata batem boca nas redes sobre ampliação de isenção do IR

A proposta apresentada pela oposição para aumentar a isenção de imposto de renda de fato não foi votada

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Publicado em 13 de março de 2024 às 23:31

Um dia depois de o plenário da Câmara dos Deputados aprovar isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.824), o deputado federal Kim Kataguiri (União) e a deputada Tabata Amaral (PSB), bateram boca sobre o assunto nas redes sociais. O parlamentar afirmou que tanto a colega de Parlamento quanto Guilherme Boulos (PSOL), seus possíveis adversários na corrida pela Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano, votaram contra aumentar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil. Em resposta, Tabata disse que a afirmação do parlamentar é mentirosa.

"Lula na campanha prometeu que iria estender a faixa de isenção do imposto de renda para R$ 5 mil. No governo, a história foi outra: a faixa de isenção foi fixada em apenas dois salários mínimos. Um verdadeiro estelionato eleitoral. Os deputados Guilherme Boulos e Tabata Amaral endossaram mais essa traição de Lula. O governo não corta seus gastos e taca imposto no lombo do brasileiro. Votei contra esse escárnio. Compartilhe para desmascará-los", disse Kataguiri, em sua rede social, usando as imagens dos dois possíveis adversários.

Pouco depois, Tabata comentou a publicação do parlamentar. "Deputado, isso é mentira. Essa isenção sequer foi votada e você sabe disso. As pessoas estão cansadas de tantas mentiras e ataques sujos", disse.

A proposta apresentada pela oposição para aumentar a isenção de imposto de renda de fato não foi votada. O destaque em questão, que retomaria o texto original e incluía outras alterações, previa também essa ampliação, mas foi rejeitado pela Mesa Diretora da Casa. Um recurso foi apresentado para tentar colocá-lo em votação, mas a análise foi rejeitada pela maioria dos deputados. De acordo com o sistema da Câmara dos Deputados, 139 parlamentares votaram a favor do recurso, enquanto 290 foram contrários a essa reanálise, incluindo Tabata e Boulos. Depois de a proposta ser aprovada na Câmara, o texto segue para análise e votação no Senado Federal.

"Apresentamos um recurso (eu fui um dos autores) para que o destaque do PL que aumentava a faixa de isenção pra R$ 5 mil pudesse ser votado. Vocês (Boulos e Tabata) votaram contra. Na prática, derrotaram a possibilidade de mudança da faixa de isenção", rebateu Kataguiri também nas redes sociais.

Procurado pelo Estadão, Kim Kataguiri reforçou que sua postagem se referia ao destaque para retomar o texto original e que foi rejeitado, cujo recurso foi negado com os votos dos colegas. Nem Tabata nem Boulos se manifestaram.